Artista de rua tem a fantasia furtada e pede ajuda

Paulo Roberto Gonçalves da Silva fica em cruzamento de avenida, vestido de Chapolin Colorado

Paulo Roberto Gonçalves da Silva passa o dia no cruzamento da avenida Armando de Sales Oliveira com a rua Regente Feijó, no centro de Piracicaba, onde trabalha como malabarista e mágico fantasiado, com o objetivo de entreter motoristas, pedestres e conseguir uma gorjeta que utiliza para se alimentar em um comércio próximo, tomar banho na rodoviária (R$5) e dormir as vezes em uma pensão (R$15).

Sem residência fixa, ele perdeu o emprego na pandemia e se inspirou na paixão dos filhos pelo personagem mexicano Chapolin Colorado, um herói atrapalhado, medroso e desastrado, que sempre aparece quando alguém precisa, e começou a reproduzi-lo na avenida. Nesta primeira semana de maio, sua fantasia foi furtada e ele conta com a ajuda de leitores do JP para que seja doada outra roupa igual ou parecida, com o objetivo de que ele possa voltar a trabalhar como artista de rua.

“Nós que moramos na rua, costumamos colocar nossos pertences pessoais amarrados e escondidos atrás de algum arbusto. Quando eu fui até local no outro dia, não estava mais onde deixei. Eu só tenho a calça porque dormi com ela”, conta Paulo.

Paulo chegou a chorar em entrevista ao Jornal de Piracicaba na tarde de ontem (02) na qual relatou que é diagnosticado com depressão, problemas cardíacos e nos joelhos e reforçou que precisa da roupa para que consiga continuar a dormir na pensão e não nas ruas. As pessoas que se interessarem em doar a fantasia, que custa em média R$120 ou dinheiro, encontram o artista no referido cruzamento, ao lado de um posto de combustíveis.

Laís Seguin
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