Árvore caiu durante temporal de segunda-feira à tarde | Foto: Claudinho Coradini/JP

O temporal de 15 minutos da última segunda-feira derrubou diversas árvores que, devido ao tombamento, ocasionou o desligamento de fiações elétricas, mas sem fazer vítimas. Uma das árvores que caiu se encontrava na avenida Armando Césare Dedini, numa esquina, em frente ao condomínio de número 146, que, de acordo com a moradora, Marta Zago, a Sedema (Secretaria Municipal de Defesa ao Meio Ambiente) já tinha conhecimento há ao menos dois anos
do risco de queda.

“Caiu na segunda-feira à tarde, na hora da chuva, junto com a ventania. Pedíamos a retirada desta árvore desde 2017 junto à Sedema, mas não nos atenderam”, conta Marta, que relata a dificuldade de conseguir retorno de servidores da pasta com quem ela e outros moradores mantiveram conversas e reuniões nos últimos anos. “Tinha medo que caísse em cima de uma criança ou em cima de um carro”, relata.

A queda, de fato, causou impacto. Em um vídeo enviado ao Jornal de Piracicaba por Marta, uma pessoa filmou o estrago instantes após o término do temporal. Na filmagem é possível ver que a árvore caiu em cima de fiação elétrica na rua.

A Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente informa que, inicialmente, foi feita a poda em algumas árvores que apresentavam problemas e orientação para manejo em áreas internas daquele condomínio.

“Posteriormente, a Sedema realizaria a substituição de algumas árvores da espécie tipuana. Mas, como são árvores de grande porte, cuja supressão causaria grande impacto ambiental naquela área, a Sedema ainda realiza estudos mais profundos para a substituição das mesmas”, completou a pasta.

Em documento enviado por Marta ao JP, prova que a pasta fez uma vistoria no local em 8 de março de 2019. O documento, um e-mail trocado entre requisitantes do condomínio e a pasta, mostra que três árvores foram avaliadas. Uma tipuana em área interna entre os prédios, uma paineira em área de canteiro e uma tipuana calçada, esta última que apresentava riscos.

Na ocasião, a Sedema notificou que, para a retirada da árvore, existe um processo na secretaria que poderia ser utilizado para autorizar a supressão, deixando claro que a retirada seria do condomínio.

Outro documento apresentado ao jornal pela moradora foi um diagnóstico da empresa Propark, realizado em maio de 2018, e à época apresentado para a Sedema. Constatava que o local tinha árvores consideradas ‘insatisfatórias de manejo’, em estado de conservação médio, presença de forte inclinação, fungos e cupins, entre outros problemas, como alteração na cor da madeira.

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