Associação dos Delegados participa de carreata e protesto virtual contra PEC 32

Gustavo Mesquita, presidente da Adpesp é contra a PEC 32 (Divulgação/Adpesp)

A Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) participa de uma carreata na manhã de hoje (23). A concentração será a partir das 8h, na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo. A entidade também participará de protesto virtural nas redes sociais e aplicativos de mensagens contra a PEC 32 (Proposta de Emenda Constitucional), debatida na Comissão Especial da Reforma Administrativa, que prevê o fim da estabilidade para servidores e representa a implosão do serviço público no Brasil, segundo a associação, que também enfatiza que os alertas serão feitos com a #PEC32NÃO, e os policiais civis poderão enviar registros fotográficos em frente às unidades policiais ou locais significativos.

A associação destaca que irá se unir à ADPJ (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária e a UPB (União dos Policiais do Brasil), que também se posicionaram contra as mudanças. “As modificações estruturais aventadas pela PEC são especialmente inoportunas no que tange aos direitos dos profissionais da segurança pública neste momento em que enfrentamos um contexto social extremamente delicado”, destaca Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Adpesp.
Ainda de acordo com ele, “a reforma administrativa ataca os servidores essenciais, mas protege os privilegiados”.

“Não podemos aceitar a precarização de serviços essenciais. Sem a estabilidade, por exemplo, os servidores públicos se tornam reféns de interesses político-partidários. A PEC 32 pode implodir o serviço público no país, sendo que os serviços essenciais, como saúde, segurança e educação, são o patrimônio de cada cidadão”, defende Gustavo Mesquita.

DESCONTENTAMENTO
Um policial civil da região de Piracicaba disse que a PEC possibilita a contratação de terceiros, promoções somente por merecimento. “Irá aparelhar o serviço público com os apaniguados do detentor do poder público na ocasião, além de acabar com o profissionalismo público, principalmente nas áreas de segurança, educação e saúde”, relatou o policial, que pediu o anonimato.

LEIA MAIS

Cristiani Azanha

[email protected]

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

dez + sete =