Associação dos supermercados registra alta de 5% em 35 produtos da cesta

Foto: Claudio Coradini/JP

Aumento se deve à pressão inflacionária puxada pelo repasse dos custos de produção na cadeia de alimentos

A cesta Abrasmercado da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) composta por 35 produtos de largo consumo como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza acumula alta de 5,24% no primeiro trimestre deste ano no comparativo com os três primeiros meses do ano passado. O aumento se deve à pressão inflacionária puxada pelo repasse dos custos de produção na cadeia de alimentos. Especialmente pelo aumento do preço do óleo diesel, que impacta o frete na logística dos produtos.

Em março, a cesta registrou alta de 2,40% e passou de R$ 719,06 em fevereiro para R$ 736,34 em março. Em 12 meses, a alta foi de 15,45%. Os alimentos mais impactados pelo aumento foram o tomate (27,22%), a cebola (10,55%), o leite longa vida (9,34%), o óleo de soja (8,99%) e o ovo (7,08%). As maiores quedas foram registradas nos preços do pernil (-0,51%), do açúcar refinado (-0,13%) e da carne traseira (-0,07%). Na análise regional do desempenho das cestas, a região Sul obteve a maior variação no preço médio e teve a cesta mais cara dentre todas as regiões, com alta de 3,38%. Passou de R$ 787,85 em fevereiro para R$ 814,48 em março.

A Região Sudeste registrou a segunda maior variação no preço da cesta, alta de 3,16%, passando de R$ 700,00 em fevereiro para R$ 722,14 em março.

Já o Índice Nacional de Consumo dos Lares Brasileiros da Abras manteve a tendência de crescimento e encerrou o primeiro trimestre com alta de 2,59%. O dado foi monitorado pelo departamento de Economia e Pesquisa da entidade.

A maior variação do consumo do trimestre foi registrada em março, com alta de 6,58% na comparação com fevereiro. Em relação a março de 2021, a alta é de 2,41%.

Todos os indicadores foram deflacionados pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O primeiro trimestre foi marcado pela busca de lojas que operam com preços menores e pela compra de abastecimento concentrada nas semanas próximas do recebimento do salário. Por ora, a troca de marca, a substituição de produtos, a busca por embalagens de melhor custo-benefício e por marcas próprias se mantêm acentuadas para compor a cesta de abastecimento”, explicou o vice-presidente Institucional da Abras, Marcio Milan.

Beto Silva
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