Ataque em ônibus completa 1 mês; novo edital prevê câmeras nos coletivos

Até o momento não há prazo para a instalação deste sistema de segurança

Nesta semana, mais precisamente às 15h15 de quinta-feira (21), se completou um mês que Roseli Ramalho Ferreira, de 55 anos; Valdemar da Silva Venâncio, de 68 anos; e Adriana Coelho da Silva, de 42 anos perderam suas vidas em um ataque a facadas dentro de um ônibus da linha 444 – Vila Sônia, da empresa Tupi, na avenida Armando de Sales Oliveira nas proximidades do cruzamento com a rua Regente Feijó, em Piracicaba.

Roseli era funcionária do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, por quase 20 anos e morreu ao tentar defender outro passageiro. Valdemar, era natural de Castro Alves, na Bahia, mas residia há anos no bairro da Paulista e Adriana, era natural de Novo Cruzeiro, Minas Gerais. Ela residia há anos na região do Vila Sônia, zona norte da cidade e buscou proteger a própria mãe no momento do ataque. Além das vítimas fatais, outras três pessoas foram socorridas com ferimentos graves.

O autor do crime, José Antonio de Santana Filho, de 52 anos, está preso e virou réu na Justiça de Piracicaba, após denúncia do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo). Ele não conhecia as vítimas, nem demais passageiros e não apresentou em depoimento, razões para ter realizado os ataques.

Desde aquele dia, passageiros relataram ao JP a insegurança na linha onde aconteceu o atentado e cobraram medidas como câmeras de monitoramento e a presença de um segurança, ambos dentro de cada coletivo.

Solange Gil, de 45 anos, é um dos exemplos. Ela conhecia Roseli e Adriana. “Agora, eu sento perto da porta para dar tempo de correr caso aconteça alguma coisa ruim. Antes, isso não era uma preocupação. Reparo também em quem senta do meu lado. Não me sinto mais segura”.

A prefeitura informou ao JP que a nova licitação do transporte público prevê monitoramento por câmeras dentro de cada coletivo e sistema de rastreamento dos veículos, que são acompanhados em tempo real pela Semuttran (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes).

A disponibilização destes sistemas de segurança, no entanto, não tem prazo para ocorrer. Isso porque a nova concorrência, lançada em dezembro de 2021, foi suspensa pela Justiça em abril deste ano.

Agora, para a retomada do procedimento, é necessário o julgamento do caso, que está pronto para que seja proferida sentença desde 21 de junho.

Ainda segundo a prefeitura, nos seis terminais de integração, a Guarda Civil atua durante 24 horas e todos esses locais possuem câmeras de monitoramento.

Somente no TCI, haveria 20 responsáveis pela segurança interna, com cinco profissionais atuando em cada plantão de 12 horas, mas o autor do atentado “não apresentou atitude suspeita que justificasse a revista”.

Laís Seguin
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