Até maio, Piracicaba registrou quase 4 mil casos de dengue

Devido ao volume de exames encaminhados ao laboratório, o balanço ainda se refere ao 1º semestre. (Foto: Amanda Vieira/JP)

Levantamento divulgado no último dia 22 pela Secretaria de Saúde de Piracicaba revela que a cidade possui 3.920 casos positivos de dengue. A quantidade de pessoas com a doença, no entanto, deve ser maior, uma vez que os números se referem ainda ao mês de maio.

De acordo com o coordenador do PMCA (Programa Municipal de Combate ao Aedes), Sebastião Amaral Campos, o Tom, devido o volume de exames encaminhados ao laboratório em Rio Claro, responsável pelas análises, o balanço ainda se refere ao primeiro semestre.

Segundo ele, a partir de junho, as ocorrências de dengue apresentam queda. “Por causa das baixas temperaturas os casos têm diminuído”, explicou.

Mesmo assim, Tom disse que as ações de combate ao vetor da doença e a conscientização da população seguem na cidade.

O trabalho de retirada de materiais inservíveis e potenciais criadouros para o mosquito seguem até dezembro, conforme explicou o coordenador.

Hoje, as equipes vão atuar no Jardim Maracanã e amanhã na comunidade Três Porquinhos. Já o trabalho de conscientização com distribuição de panfletos, vem sendo realizado nos principais corredores comerciais de Piracicaba e ocorre aos sábados. “Nós vamos manter esse trabalho (de orientação) até o mês de abril”, afirmou Tom acrescentando que a campanha segue rigorosamente na cidade.

TONELADAS

Ao longo do ano, Tom estima que já foram recolhidas cerca de 300 toneladas de materiais inservíveis nas comunidades onde a campanha passou.

Segundo ele, desse total, entre 15% a 20% são criadouros do Aedes agypti e o restante é composto por móveis e outros utensílios domésticos que não estão em uso e a população aproveita o recolhimento para se desfazer desse material.

Tom destacou que cabe à população a responsabilidade de manter os imóveis livres de criadouros. Ele orienta os moradores a fazer um check list ao menos uma vez por semana, observando ralos, vasos de plantas, caixa d’água e outros locais que possam acumular água.

Em apenas 15 minutos é possível fazer essa vistoria e evitar a proliferação do mosquito”, afirmou. O coordenador aconselha a aplicação de cloro nos ralos periodicamente para afastar o vetor.

Beto Silva

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