Atendimento veterinário em domicílio tem aumento de 40%

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Donos de pet preferem o atendimento em domicílio

A pandemia da covid-19 contribuiu para inúmeras mudanças de comportamento. As pessoas tendem a ficar mais em casa, por conta da quarentena e tal fator ocasionou aumento de 40% na procura por atendimentos veterinários em domicílio. A afirmação é da veterinária Júlia Flórios, que enfatizou que todos os atendimentos obedecem a rígidos protocolos sanitários como uso de máscara, distanciamento social e álcool em gel.

“Conseguimos fazer os atendimentos normalmente. Percebemos também que como os tutores estão mais em casa nesse período, eles prestam mais atenção nos pets e têm nos procurado com mais intensidade, inclusive para tratamentos intensivos como fluidoterapia, por exemplo”, disse a veterinária.

O policial civil Marcelo Oliveira disse que prefere que a profissional atenda seus animais em casa, devido à dificuldade de levá-los até a clínica. Como a sua rotweiller Kyra, de 7 anos, e a American Staffordshire Terrier, a Luna, de 5 anos e a caçula Foxys, uma pastora de sheltland, de 2 anos.

“A correria do trabalho é outra questão. Ter a comodidade do atendimento em casa é muito melhor”, afirmou Oliveira ao enfatizar ainda a dificuldade de colocar as cadelas de grande porte no carro. “Seria necessário um taxi dog para transportá-las”, completou.

O diretor da Penitenciária Masculina de Piracicaba, Élcio José Bonságlia, que mora em uma residência dentro do complexo, disse que a confiança é outro fator importante para esse tipo de atendimento. “Júlia durante anos tratou da minha rotweiller Preta e minha vira-lata Branca. Elas já faleceram. Hoje tenho apenas a Lola (shit zu). Ter a oportunidade de receber o atendimento é muito importante devido à dificuldade em deixar nosso trabalho, ainda que seja por alguns momentos.

A empresária Nelmary Gutierrez tem três cães, uma fox paulistinha, a Nani e os ‘vira-latinhas’ Luna e Tião, que são de grande porte. “O atendimento em domicílio é interessante, pois é possível atendê-los todos de uma vez e em casa”, ressaltou Nelmary.

A acupunturista Paula Paulini Coelho Silva, se despediu de seu cão Pequeno (vira-lata), que faleceu ontem. Somente quem tem um pet que é cuidado com todo amor, entende o quanto é difícil essa despedida. Atualmente, Paula também tem os cães Nike (vira-lata), Pitty (da raça Tekel) e seus dois gatos: Billy e Juninho.

“No caso dos meus cães, eles são bastante caseiros, minha casa tem bastante espaço e dificilmente eles saem, pois não gostam de andar de carro. Quando era preciso levá-los à clínica veterinária e aguardar na recepção, eles tremiam demais. A gente ficava com dó, principalmente do Pequeno que já estava debilitado por conta da doença. Ter a possibilidade de ter um atendimento em casa é muito melhor para todos”, ressaltou Paula.

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Cristiani Azanha
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