Ativista participa de projeto para implantação de Libras à PM

Piracicabana de coração, Raquel Moreno incentiva o ensino da Língua Brasileira de Sinais para policiais. (Foto: Divulgação)

A ativista da causa surda, a piracicabana de coração Raquel Moreno participou do projeto que institui a obrigatoriedade do conhecimento básico da Libras, da Cultura Surda, bem como a sua Diversidade na Escola Superior de Soldados e Academia de Polícia Militar do Barro Branco. De autoria do deputado estadual Major Mecca (PSL), a proposta ainda passará pelas comissões antes de ir para votação em plenário.

De acordo com o parlamentar, é importante que as instituições garantam às pessoas com deficiência auditiva, o acesso à comunicação, à informação e à educação nos processos e abordagens, nas atividades internas de cada companhia e policiamento de rua, com conteúdos curriculares desenvolvidos em todos os níveis.

Segundo Raquel, a ideia do projeto surgiu a partir de seu trabalho de saúde auditiva, nos quarteis, pois inicialmente reforçava a importância do uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individuais), inclusive com a realização de testes para policiais, esposas e filhos de policiais, por meio de parceria com empresas.

Raquel é casada há 21 anos com o major Henrique, ela tem a Polícia Militar como sua família. “Tivemos muitas conquistas por meio da Polícia Militar e por isso decidimos retribuir”, disse Raquel. Considerada como surda adquirida, pois aos poucos foi perdendo a audição, ela mais que ninguém sabe da importância dos exames preventivos.

A iniciativa começou nas unidades da PM em Piracicaba e no CPI (Comando de Policiamento do Interior) de Sorocaba, que na época estava sob o comando do coronel Willians de Cerqueira Leite Martins. Hoje o comandante responde pelo CPI-9 (Comando de Policiamento o Interior) de Piracicaba.

“Atividade policial demanda capacidade de comunicação com as várias pessoas e comunidades. Com PMs instruídos em Libras podemos alcançar mais pessoas para sabermos de suas demandas e acessarmos suas críticas e sugestões em relação a nossos serviços”, disse o coronel.

Para Raquel, o projeto veio ao encontro dos direitos constitucionais do artigo 5º da Constituição. “Entendemos a dificuldade na comunicação do surdo, por exemplo, no momento de uma abordagem. Tanto para ele, como também aos policiais que não conseguem se comunicar, na maioria das vezes. No entanto, tudo isso pode mudar se os policiais tiverem o conhecimento básico, logo em suas formações”, enfatizou a ativista.

Mecca enfatiza que o projeto vai contribuir para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência auditiva, com visão de futuro institucional, com intuito de tornar a PM referência nacional na prestação de serviços à comunidade.

Cristiani Azanha
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