Ato, com baixa adesão, defende permanência de secretário

Um ato em apoio à permanência do secretário de Educação de Piracicaba, João Marcos Thomaziello, no comando da pasta, foi realizado na tarde de ontem, em frente ao Centro Cívico. A manifestação, que teve baixa adesão, ocorre após denúncia de que a nomeação do gestor fere a lei municipal da ficha limpa. O secretário não participou do evento.

A Prefeitura de Piracicaba foi questionada novamente sobre a situação do secretário, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. Na ocasião da denúncia protocolada pelo membro do Movimento Contra Corrupção em Piracicaba e do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), Walter Brandi Kock a administração municipal informou que a Procuradoria Geral do município apurava as denúncias envolvendo o secretário e que a nomeação seguiu os trâmites legais e nenhum processo foi identificado.

“Por esse motivo, não houve impedimento para que assumisse o cargo. Assim que os fatos forem apurados a Administração tomará as medidas cabíveis”, informou à época. A Câmara de Vereadores também recebeu a denúncia contra a nomeação e informou na ocasião que o Departamento Jurídico preparava um parecer sobre a denúncia.

ATO SOLITÁRIO
Kock acompanhou a manifestação de ontem. Sozinho, ele segurou uma faixa pedindo o cumprimento da lei da ficha limpa. Na denúncia feita aos órgãos públicos ele lembrou que a lei municipal de 2018 veta a nomeação, a cargos comissionados, de pessoas com condenação transitada em julgado por crimes contra, por exemplo, o sistema financeiro e o patrimônio privado.

De acordo com o processo do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), nos dias Thomaziello comprou materiais de construção em uma loja localizada na avenida Dr. Paulo de Moraes no valor de R$ 607. Segundo a denúncia, ele teria comprado os produtos, sem autorização, em nome de uma imobiliária.

Na justificativa ele alegou que a irmã havia alugado um prédio pela imobiliária e o imóvel necessitava de reforma. Thomaziello admitiu que foi orientado pelo proprietário da imobiliária para que apresentasse as notas fiscais referentes ao material adquirido, a fim de que fosse ressarcido pelo dono do imóvel.

Condenado à pena de um ano, dois meses e 12 dias de reclusão, mais o pagamento de 12 dias multa, o TJ manteve a substituição da pena privativa de liberdade por uma pena restritiva de direitos e multa, e em regime aberto.


Beto Silva

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