Ato em homenagem às vítimas do ataque no ônibus reuniu 100 pessoas

Foto: Alessandro Maschio/JP

Flores e velas foram depositadas no local do crime

O ato pela memória das vítimas do ataque ao ônibus ocorrido em Piracicaba há oito dias, reuniu cerca de 100 pessoas, nesta terça-feira (28), no ponto localizado na avenida Armando de Salles Oliveira, próximo ao cruzamento com a rua Regente Feijó, no Centro. A homenagem foi uma iniciativa da empresa Tupi, responsável pelo transporte público na cidade, a Amamos (Associação Memorial Amigos de Sião) e a Rádio Metropolitana.

Por volta das 18h as pessoas começaram a se concentrar no ponto onde o coletivo parou durante o ataque. O representante da Amamos, Maurício Ribeiro, destacou a importância do luto no sétimo dia do ataque.

“O objetivo é ressignificar o lugar que ficou marcado e estigmatizado, as pessoas passam por aqui, lembram e vai ser assim por muito tempo. A gente precisava fazer esse luto coletivo, de forma singela, sem nenhum apelo emocional para que as pessoas pudessem vivenciar o luto, que tem de ser vivenciado”, afirmou.

Além do ato, palavras de positividade, como paz, amor, solidariedade e bondade, estampam atualmente os letreiros digitais dos ônibus da Tupi que circulam pela cidade. Além disso, a empresa adesivou palavras como fé, carinho, união, harmonia, saúde e vida no ponto de ônibus próximo ao local onde as mortes aconteceram.

O CASO
José Antonio Santana Filho, 52 anos, esfaqueou seis pessoas, matando três delas, no período da tarde, dentro de um coletivo da linha Centro/Vila Sônia, no último dia 21. Ele foi preso em flagrante, após ser rendido pela Polícia Militar. Segundo a polícia, ele teria escolhido as vítimas aleatoriamente e não tinha motivação.

O ataque ocorreu às 15h15, quando o veículo estava na Avenida Armando de Salles Oliveira, uma das principais da cidade, nas proximidades do cruzamento com a Rua Regente Feijó, no segundo ponto após saída do TCI (Terminal Central de Integração).

De acordo com relatos de passageiros, o acusado saiu do terminal em silêncio e, repentinamente, começou a desferir as facadas. Morreram no ataque Adriana Coelho da Silva, 42, Roseli Ramalho Ferreira, 55, e Valdemar da Silva Venâncio, 68.

Beto Silva
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