Ato na Esalq homenageia Carolina Dini Jorge, vítima de feminicídio em março

Foto: Divulgação

Vice-reitora destacou importância de a universidade contribuir para o combate da violência contra a mulher

Um ato em homenagem à memória de Carolina Dini Jorge, funcionária da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), uniu professores, servidores, alunos e representantes da comunidade nesta sexta-feira (29). A reunião em frente ao edifício central da Esalq, lembrou a funcionária da universidade, vítima de feminicídio no dia 24 de março, e reforçou a importância de todos no combate a este tipo de crime.

O vice-diretor da Esalq, João Roberto Spotti Lopes, recebeu os presentes e, na sequência, a professora Heliani Berlato, coordenadora do Programa ‘Inclua’, leu o poema “Saudade que sangra”, de Nilva Souza e, na sequência, falou sobre a temática da mulher.

Presente na homenagem, a vice-reitora da USP, Maria Arminda do Nascimento Arruda, destacou a importância de a universidade contribuir para o combate da violência contra a mulher. “A reitoria da USP expressa toda a solidariedade e sentimento aos familiares da Carolina. O feminicídio é possivelmente uma das formas de assassinato mais abjetas, destrói a família no sentido mais profundo. O Brasil está vergonhosamente entre os países que mais pratica violência contra as mulheres e esse é um fenômeno que temos que enfrentar e a universidade, uma das últimas agências civilizatórias deste País, tem que contribuir”, afirmou.

As palavras de Maria Luiza Dini Jorge emocionaram os presentes com uma mensagem de força e carinho. A mãe de Carolina lembrou, ainda, que seus netos estão sendo cuidados com o amor e a responsabilidade a que têm direito. Finalmente, a professora Heliani lembrou que, nas próximas semanas, será lançada a campanha USP contra o feminicídio. “Entre as ações, será colocado à disposição do público feminino um canal de ouvidoria. Entendemos que muitas dessas mulheres não sabem como falar sobre isso, se sentem constrangidas e a proposta é que todas as mulheres da universidade se sintam acolhidas”. O ato foi encerrado com soltura de balões brancos e uma salva de palmas.

Da Redação

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