Audiência do motorista do Corolla está marcada para esta quarta-feira (10)

Mãe e filho morreram (Reprodução)

O futuro do motorista do Corolla envolvido no acidente que matou mãe e filho na avenida Armando de Salles Oliveira, em agosto de 2020, poderá começar a ser definido nesta quarta-feira (10), quando acontece a audiência juiz Luiz Antônio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais. O magistrado deve decidir se aceita a denúncia do MP (Ministério Público) por dolo eventual e consequentemente júri popular, ou a tese da defesa para homicídio culposo (sem intenção). Deverão prestar depoimentos a vítima, Rene de Moura, que sobreviveu ao acidente, duas testemunhas do juízo e as cinco arroladas pelo Ministério Público. O juiz adiantou que a audiência estaria resignada para hoje e por enquanto, desconhecia algo que impedisse a sua realização.

O CASO
No domingo, 23 de agosto de 2020, o motorista Renê Aparecido Moura, 52, dirigia o veículo Fiat Uno da família, quando foi atingido pelo Corolla. A dona de casa e Vilmar Alves Moura, 52, e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, que estavam no carro, não resistiram. Renê foi socorrido e liberado no mesmo dia. Naquela ocasião, o condutor do Corolla foi autuado em flagrante. Ele ficou cinco dias preso no CDP (Centro de Detenção Provisória), em Piracicaba e depois foi transferido para a Penitenciária de Tremembé. No entanto, no dia 7 de outubro foi colocado em liberdade após conseguir um habeas corpus.

O motorista do Corolla disse que acredita ter sido dopado na noite do acidente e que não se recorda com clareza das circunstâncias do ocorrido. Para ele, o acidente foi um sequestro que não deu certo. Alegou que o passageiro que estava com ele naquele dia não era seu amigo, pois tinham acabado de
se conhecerem.

Recentemente, o sobrevivente do acidente, em entrevista ao Jornal de Piracicaba disse que saiu de casa acompanhado da esposa para buscar o filho no trabalho, quando sentiu um forte impacto. Ele olhou para a esposa e filho e tinha esperança que ambos pudessem ser socorridos, mas não resistiram. Relatou que sua família não quer vingança, mas aguarda que a justiça seja feita.

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Cristiani Azanha

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