Audiência do motorista do Corolla, que causou acidente na Armando Salles, foi remarcada para dia 17

Acidente ocorreu na avenida Armando de Salles Oliveira (Reprodução)

A audiência de instrução que deve ajudar a definir se o motorista, acusado de causar a morte de mãe e filho e lesionar motorista, irá a juri popular foi remarcada para o próximo dia 17. O juiz Luiz Antônio Cunha, da Vara do Júri e Execuções Criminais vai analisar, se todas as testemunhas compareceram e serão elas ouvidas, depois o acusado interrogado, quando só então, após a manifestação das partes do que é denominado de alegações finais, será decidido se ele vai aceitará a denúncia do Ministério Público por dolo eventual, pois teria aceitado o risco de matar alguém, após ter dirigido sobre influência de bebida alcoólica, de acordo com o MP.

O CASO
No domingo, 23 de agosto deste ano, o motorista Renê Aparecido Moura, 52, dirigia o veículo Fiat Uno da família, quando foi atingido pelo Corolla, na avenida Armando de Salles Oliveira, na área central. A dona de casa e Vilmar Alves Moura, 52, e seu filho Gabriel Alves Moura, 26, que estavam no carro e não resistiram. Renê foi socorrido e liberado no mesmo dia. Naquela ocasião, o condutor do Corolla foi autuado em flagrante. Ele ficou cinco dias preso no CDP (Centro de Detenção Provisória), em Piracicaba e depois foi transferido para a Penitenciária de Tremembé. No entanto, no dia 7 de outubro foi colocado em liberdade após conseguir um habeas corpus.

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Em recente entrevista ao Jornal de Piracicaba, o réu disse que acredita ter sido dopado na noite do acidente e que não se recorda com clareza das circunstâncias do ocorrido. Para ele, o acidente foi um sequestro que não deu certo. Afirmou ainda, que o rapaz que teria sido apontado como seu colega era, na verdade, uma pessoa que conheceu na noite do acidente.

“Quero me retratar com a família Moura com grande emoção, sentimentos de tristeza e minhas condolências a todos os familiares, amigos, pois não é fácil defrontar com uma situação como essa”, disse o motorista, na ocasião.

Já o sobrevivente do acidente Renê relatou recentemente, que para ele, a justiça é uma palavra forte. “Primeiramente, ela vem de Deus. A palavra de Deus fala que a justiça deve ser concedida ao justo. Minha esposa e meu filho não ficarão mais perto de nós. Nossos sonhos, nossos projetos foram mudados. Mas ainda confio na justiça do homem que está sendo feita. Isso poderia ter acontecido com qualquer família, mas por causa da imprudência de uma pessoa que sabia sim o que estava fazendo, pois a lei é clara, e diz que quando você bebe e assume um volante, você corre o risco de matar”, disse Renê.

Cristiani Azanha

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