Audiência pública pede mais agilidade para instalação de ciclovias em Piracicaba

Foto: Fabrice Desmonts

Plano Plurianual prevê investimento de R$ 30 milhões para o setor, segundo secretária de Mobilidade

A audiência pública realizada na Câmara Municipal na quarta-feira (15) apontou desafios e entraves para o desenvolvimento da mobilidade ativa na cidade. Grupos e especialistas ligados à causa cobraram do Poder Executivo mais efetividade na implantação de ciclovias. “Temos que começar a inverter prioridades”, disse Silvia Morales (PV), autora do requerimento para arealização da audiência. “Há necessidade de investimento em infraestrutura, na qualidade e segurança dos transportes e no incentivo aos meios de mobilidade ativa”, enumerou.

Apesar de o anúncio da implantação de mais 15,3 quilômetros em ciclofaixas no Distrito de Artemis e nos bairros de Santa Rita e Nova Piracicaba, a posição de grupos e especialistas em mobilidade ativa – de meios de transporte não motorizados – é de que as vias aptas para uso de bicicletas devem estar interligadas às vias de acesso às principais regiões de adensamento do município, possibilitando o uso por trabalhadores e estudantes, segundo apontou a especialista em Ecologia Aplicada e integrante do Funbea (Fundo Brasileiro de Educação Ambiental), Mirian Rother.

“O que está faltando é arrojo e vontade política para as coisas aconteceram”, disse. A especialista defende que, para além do lazer, a bicicleta deve ser vista como meio de transporte.

A representante do Coletivo Mais Ciclovias Piracicaba, Alessandra Ribeiro defendeu que os investimentos em ciclovia devem dar efetividade no uso da bicicleta como meio de transporte. “Espero que (as novas ciclofaixas anunciadas) não sejam apenas para cumprir uma estatística”, disse, em referência ao plano de 40 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas definidas a serem implantadas nos próximos quatro anos pela Administração.

Ela reconhece que o Executivo tem demonstrado interesse e abertura para dialogar em torno da demanda do grupo, mas pediu que as ciclovias sejam interligadas.

Walter Koch, do MCCP (Movimento de Combate à Corrupção de Piracicaba), disse que é pouco o dinheiro previsto no PPA (Plano Plurianual) para investimentos em educação no trânsito. Ele também disse que os recursos para implantação de ciclovias podem sair da arrecadação com multas, conforme legislação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

A secretária municipal de Mobilidade, Trânsito e Transportes, Jane Franco Oliveira, detalhou a proposta da Administração para ampliação das ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, previstas para serem cerca de 40 quilômetros em quatro anos. Segundo ela, dos R$ 30 milhões previstos no PPA 2022-2025 para o setor, ela lembra que somente R$ 2 milhões são do tesouro municipal, o restante deverá ser buscado a partir de emendas e outros tipos de repasses, como programas federais de investimentos.

Beto Silva
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