Aumento da temperatura é tema urgente, diz professor da Esalq

Foto: Alessandro Maschio/JP

Carlos Cerri esteve nas reuniões preparatórias da Cúpula do Clima e avalia o encontro das nações

Ações no combate à elevação das temperaturas no planeta reúnem o grupo da principal preocupação do professor do departamento de Ciência do Solo da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Carlos Eduardo Pellegrino Cerri. “O momento para ação é agora. Aliás, na minha opinião, já demoramos bastante para agir. As nações precisam imediatamente implantar ações efetivas que limitem o aumento de temperatura em no máximo 1,5 °C em relação à temperatura média terrestre.” Cerri é o primeiro entrevistado da ‘Série COP-26’ do JP sobre a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021, encerrada ontem (sexta-feira), em Glasgow (Escócia).

Cerri esteve em Copenhage (Dinamarca) em evento preparatório para a COP-26 para debater sobre ações de redução das emissões de gases do efeito estufa e aumento do sequestro de carbono no solo. Com o fim da cúpula do clima, a avaliação do estudioso é a de que houve uma sinalização das nações quanto à preocupação mais intensa sobre o aquecimento global e consequentes mudanças no clima.

A respeito da participação brasileira, o professor da Esalq avalia ser positiva, mas destaca que é preciso parar de derrubar as florestas. “A equipe é muito bem preparada e apresentou ações práticas que já estão sendo implementadas para combater o aumento da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera. Vários são os belos exemplos que o Brasil tem mostrado nos setores de agricultura, pecuária e silvicultura. Infelizmente, ainda temos uma grande fonte de emissão: desmatamento. O país precisa eliminar totalmente e imediatamente o desmatamento ilegal, que, além de emitir gases para atmosfera drasticamente, impacta a biodiversidade e inúmeros serviços do ecossistema.” E uma ‘ajudinha’ tem vindo de terras piracicabanas. “A Esalq vem contribuindo decisivamente em todo o contexto relacionado às práticas de manejo sustentáveis na agricultura, pecuária e silvicultura. Nesses 120 anos, entendo que a instituição não somente cumpriu o seu papel na formação de recursos humanos de alta qualidade como alavancou uma série de soluções baseadas em ciência implementadas no Brasil e em vários países do globo.”

Cristiane Bonin
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