Delegado Rissato afirma que é preciso desconfiar de proposta muito tentadora (Claudinho Coradini/JP)

Um autônomo de 26 anos procurou a Polícia Civil para denunciar um golpe, na compra de uma motocicleta, em um site de vendas na internet. Ele esteve no plantão policial, na tarde de quarta-feira (22) para registrar o boletim de ocorrência de estelionato. O delegado Seccional Américo Sidnei Rissato disse que golpes semelhantes são registrados com frequência na cidade. Uma das orientações é tomar cuidado quando localizar preços muito convidativos, pode ser o primeiro sinal de golpe.

A vítima informou a polícia que na última segunda-feira (20), ela se interessou pelo anúncio de uma motocicleta NXR 160 Bros, no valor de R$ 7 mil. Após conversar com o anunciante, alegou que mantinha o veículo na casa de uma prima, que mora no Jardim Gilda 2. Acompanhado de amigos, o autônomo esteve na residência, onde viu uma motocicleta. Em seguida, conversou com o homem, que se passou pelo vendedor. Ele teria aceitado a quantia de R$ 5 mil, mediante um depósito expresso em uma agência bancária. A negociação seria concluída no dia seguinte após a entrega de mais R$ 1 mil.

No entanto, após concluir a transação bancária, retornou ao endereço no Jardim Gilda 2, pois pretendia pegar a moto, mas a moradora não permitiu.

Ela alegou que era a proprietária da motocicleta e que chegou a fazer o anúncio no site de vendas pelo valor de R$ 9,4 mil, mas há dois dias foi procurada por outro interessado, que teria prometido um terreno como parte do pagamento. Eles já tinham fechado o negócio, quando o suposto interessado disse que o autônomo iria ver a moto e caso, gostasse poderia entregar a moto, mas ele não apareceu.

O autônomo acabou descobrindo que na verdade foi vítima de golpe e ficou sem a moto.

ORIENTAÇÃO

O delegado orientou que é necessário redobrar os cuidados na hora de efetuar a compra de veículo, seja em alguma loja física ou pela internet.

“É preciso pesquisar a situação do veículo, para confirmar se tem multas, se tem alguma restrição judicial, além de confirmar se o vendedor é realmente o proprietário do veículo ou se está autorizado a vendê-lo. Já diz o ditado popular, ‘quando a esmola é demais, o santo desconfia’. É preciso ter calma na hora de fechar o negócio”, enfatizou Rissato.

Cristiani Azanha

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