Autoridades do Brasil e do mundo são contaminadas pelo coronavírus

Foto: Reprodução/Twitter

Autoridades e líderes do Brasil e de todo o mundo estão entre as milhares de pessoas infectadas com coronavírus. A Covid-19, uma doença silenciosa e ainda sem uma cura ou eficaz tratamento, continua sendo disseminada e ninguém está imune ao contágio.

No sábado (28), a BBC anunciou que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, está infectado com o novo coronavírus. De acordo com a emissora britânica, ele apresenta sintomas ligeiros desde quarta-feira (25) e já está em isolamento.

Ainda no Reino Unido, a ministra da saúde do Reino Unido Nadine Dorries foi diagnosticada com coronavírus. Lindsay Hoyle, o presidente da Câmara dos Comuns, também contraiu a doença.

Na Itália, o terceiro lugar com o maior número de casos fora dos Estados Unidos e China, o governador de Lazio, Nicola Zingaretti foi um dos primeiros a ser diagnosticado com a doença. O governador italiano de Piemonte, Alberto Cirio, também contraiu a doença, em seguida.

Nos Estados Unidos, o senador republicano Ted Cruz está em autoquarentena desde que soube que havia uma pessoa infectada com o coronavírus na Conferência de Ação Política Conservadora), um dos principais eventos sobre o tema nos Estados Unidos, mas não está infectado. Ao contrário do prefeito de Miami, na Flórida, que apresentou resultados positivos para infecção pelo novo coronavírus na sexta-feira do dia 13 de março.

A primeira autoridade da Espanha diagnosticada com Covid-19 foi a ministra da Igualdade, Irene Montero, enquanto o seu marido, Pablo Iglesias, o líder do partido de esquerda Podemos, está de quarentena. O novo coronavírus também aplacou a oposição: o líder do partido de extrema-direita Vox, Santiago Abascal, também está infectado. O deputado Javier Ortega Smith do mesmo partido também está infectado. Também testou positivo para o vírus o presidente regional da Catalunha, Quim Torra.

Do outro lado do mundo, na Austrália, o ministro do Interior, Peter Dutton, está com Covid-19. Já no Irã, aagência oficial de notícias IRNA divulgou no dia 6 de março que o ex-embaixador do país na Síria, Hossein Sheikholeslam, morreu de coronavírus. O vice-ministro da Saúde do Irã, Iraj Harirchi, teve o diagnóstico de infecção por coronavírus confirmado horas depois de participar de uma coletiva para imprensa mundial sobre o número de mortos e doentes no país, em 24 de fevereiro.

O príncipe de Mônaco, Alberto do Mónaco, de 62 anos, fez o teste da covid-19 e testou positivo. O príncipe é tratado no Hospital Princesa Grace e está estável, segundo o palácio do principado.

No Brasil, entre as autoridades infectadas estão Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Parte das autoridades infectadas estava na comitiva do presidente Jair Bolsonaro que viajou aos Estados Unidos, no início do mês. Em São Paulo, David Uip, infectologista lidera o grupo do governo que combate a pandemia no Estado de São Paulo, também foi diagnosticado com a Covid-19.

Cultura
Ontem, duas personalidades da música erudita paulistana – e brasileira – sucumbiram ante o coronavírus. Morreram o maestro Martinho Lutero Galati, aos 66, e a regente Naomi Munataka, de 64. Galati foi diretor artístico do Coral Paulistano do Theatro Municipal e era diretor da Rede Cultural Luther King. Ele havia retornado da Itália em fevereiro. Nascida no Japão, Munataka dirigiu a Escola Municipal de Música de São Paulo e foi regente do Coro da Osesp por duas décadas.

Erick Tedesco

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