Dermatite alérgica é um problema comum entre cães e gatos, cujas causas são muito variadas e normalmente requerem longos tratamentos até que sejam curadas – costumam ser o maior motivo de visitas dos cães ao médico-veterinário. Dentre as possibilidades de tratamento está o banho terapêutico, que como ressalta o veterinário Ricardo Cabral, requer técnicas corretas e produtos que contribuem com a saúde da pele dos pets.

Tendo como características as feridas na pele, muita coceira, dor e incômodo no local, as dermatites desse tipo são, enfim, como as alergias em humanos, uma resposta do sistema imunológico do pet a alguma substância específica, necessitando uma atenção especial para o momento da higienização.

Por isso, além das aplicações de pomada e medicamentos, o tratamento que têm apresentado excelentes resultados são os banhos terapêuticos com produtos naturais e fitoterápicos, que acalmam a pele e aliviam a coceira. Entretanto, para que tudo ocorra da melhor maneira o especialista dá algumas dicas:

Antes de iniciar o banho, o veterinário indica a escovação dos pelos, removendo com cautela os nós e pelos emaranhados. Os olhos precisam ser limpos de maneira delicada com uma gaze ou toalha especial que não solte fiapos. Caso necessário, molhe a gaze em água morna. Já as unhas demandam uma atenção redobrada.

“O ideal é que um profissional corte a unha. Não recomendo que se faça isso em casa, pois existe um risco grande de machucar e gerar uma infecção. Apenas as pontinhas devem ser cortadas e com uma tesoura apropriada para isso”, explica Ricardo.

A primeira parte do banho terapêutico começa pelos ouvidos. A limpeza externa pode ser feita com movimentos suaves, utilizando gaze ou algodão embebidos com produtos apropriados. Já a parte interna da orelha precisa ter uma limpeza mais cautelosa.

Antes de molhar o animal, é necessário prendê-lo de maneira segura e que não cause desconforto. Após, o pelo pode começar a ser umedecido, sempre com água morna, especialmente em dias frios e até mesmo em dias quentes, para que ele fique mais relaxado. É importante ressaltar que, se o pet estiver agitado ou com medo, forçar a tomar banho nunca será a melhor opção.

“Nesses casos, comece devagar o processo, com carinhos que associe o esfregar ou brincadeiras. Deixar o secador ligado para ele associar o barulho também é uma opção. Passe a lavar apenas as patas, depois o corpo, sempre o recompensando com algum petisco. Assim o medo de água vai passando gradativamente”, explica.

O shampoo deve ser aplicado em volume adequado ao peso do animal e quantidade de pelagem, sempre fazendo movimentos de massagem até formar uma leve espuma. “Algumas doenças como infecções de pele e alergias podem demandar um tratamento tópico, ou seja, por meio de banhos terapêuticos e o shampoo é o remédio para esses casos”, conta.

Erick Tedesco

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