A Praça do Parafuso, um tradicional reduto do cururu, aos poucos também se transforma em palco para um gênero musical distinto, mas que igualmente trabalha com rimas e fatos do cotidiano do piracicabano. É o rap, que hoje, às 20h30, toma o local na batalha de rimas entre os integrantes do coletivo Batalha do Parafuso.

Na semana que vem, conta um dos organizadores, e integrantes do Batalha do Parafuso, Guilherme Augusto Vasconcellos Isidoro, o Guizão, o evento ainda terá a participação de um grupo de São Pedro, o Batalha do Produtor. A ideia é fazer este evento conjunto para “movimentar a cena e mostrar visibilidade” de ambos os coletivos. “Numa ideia de união”, afirma.

Hoje será uma batalha tradicional, em que um enfrenta o outro por meio de rimas. Quem fizer a melhor, de modo que o outro não consiga responder, vence. “Serão 16 Mcs ao todo, oito cada grupo”, conta Guizão.

A batalha do grupo local, ele explica, acontece toda sexta-feira na Praça do Parafuso, na Vila Rezende, “um pouco embaixo do Hospital Fornecedores de Cana”, situa Guizão. “Ela surgiu tem uns 2 anos mais ou menos, quando a gente começou alternando com a extinta Cena do Louco, que também era de sexta, aí quando pararam com a Cena do Louco a gente passou a fazer toda semana”.

As batalhas ocorrem na voz, mesmo, sem microfone e uma caixinha pra soltar os beats. “Costumamos alternar a ‘modalidade’ da batalha, sendo agora uma semana no modo bate-volta, onde cada MC vai se alternando em 4-2-2 na contagem dos versos, e uma semana no modo 30 segundos”, revela sobre as possibilidades de batalhas.

Segundo Guizão, um dos idealizadores do evento de hoje junto a Guilherme Souza, Luan Alexsander, Vinicius Miranda, Jonathan Luis e Alexandre Almeida, todos os participantes vivem a cultura do hi-hop. “Todos estamos envolvidos nesse meio principalmente através das batalhas, o que consequentemente levou para outros caminhos, como, por exemplo, hoje tem vários dos meninos correndo atrás pra fazer um som, outros produzindo beats”.

As batalhas de 2020 acontece desde a segunda semana de janeiro. “Inclusive deixando rolar o ranking de pontuação. O ranking mencionado por Guizão é de acordo com a pontuação do MC em cada batalha. O campeão faz 5, o vice faz 3 e os dois semifinalistas 2, cada um. “O intuito do ranking é a gente deixar organizado e ter uma noção de como tem sido as batalhas, além de ‘classificar’ os MCs para desafios como esse, ou para as seletivas regionais”.

E o Batalha do Parafuso está aberto para interessados em começar nas rimas. “Desde que assuma a responsabilidade é só chegar e somar. Tem quem está na linha de frente da organização, mas tem quem contribua de outras formas, seja levando a caixinha do dia, seja fazendo a folhinha”, destaca Guizão.

Erick Tedesco ([email protected])

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