Beleza natural para ambientes internos

Ter um aquário dentro de casa é algo que propicia ao ambiente um ar mais natural, que emana vida e beleza das espécies e enche os olhos de quem está diante deles. Além de tudo, os aquários, atualmente, são tratados como peças de decoração, e são pensados especificamente para as condições do ambiente onde são instalados. É o que explica a desenhista industrial e programadora visual Angela Margoni. “Mais que um hobby, o aquário reflete a alma da casa. Não existe padrão ou obrigatoriedade da sua colocação em determinado ambiente. Pode estar em qualquer cômodo da casa, contanto que sejam consideradas algumas regrinhas”, diz.

Angela ressalta que para um melhor aproveitamento de um aquário dentro de casa é interessante analisar o local onde a peça ficará, pois além de trazer um toque diferente para ambientes convencionais, é possível inovar a decoração com aquários de formatos diferentes.“Se o espaço é pequeno, pode-se usar um aquário embutido, mais raso e longo, como faixas; um (aquário) grande entre a sala de estar e a cozinha dará muito charme. Já em formato de triângulo, num canto difícil da sala, é excelente solução. Imagine seu banheiro com um jardim interno ao fundo e um aquário entre o espelho e a bancada da pia”, sugere Angela.

Mas para que a beleza da peça contribua com a sofisticação do ambiente são necessários cuidados específicos e períodicos. Deve-se direcionar a atenção para o bem-estar das espécies escolhidas e para que a manutenção do aquário seja feita da maneira correta a fim de que o habitat dos peixes permaneça saudável e atraente ao mesmo tempo. “Definido o local, tamanho e intenção, o próximo passo é consultar uma loja idônea de aquários, que dará orientação das melhores espécies de peixes e plantas para cada situação, bem como sua montagem e manutenção”, destaca a programadora visual, que ainda ressalta que aquários são elementos decorativos com vida, e seus habitantes necessitam de cuidados como qualquer outro bicho de estimação.

O comerciante Julliano Longo atua há mais de 12 anos no mercado da aquariofilia. Ele destaca que algumas espécies são mais propícias a se adaptarem ao ambiente de um aquário. “Os peixes mais requisitados para aquários de água doce são os Kinguios, Tetras, o Acará-bandeira e peixes pequenos, como os Platis, Molinesias e Espadas. Para água salgada, são boas opções os peixes Palhaços, Yellow-tang e Doselas”, conta. Mas antes de selecionar as espécies que irão compor o projeto, o especialista enfantiza que determinadas precauções devem ser tomadas, pois alguns peixes, que têm características diferentes de outros, não combinam dentro de um mesmo espaço. “Existe uma infinidade de espécies de peixes que não podem ficar juntos, pois existem várias regras que estabelecem quais peixes podem ou não habitar o mesmo espaço. Por exemplo: espécie, tamanho, alimentação, pH da água, salinidade, etc”, disse. Algumas espécies carnívoras, como por exemplo o Pintado, Oscar e Tucunaré, não devem ser colocados com peixes pequenos, como o Néon, Rodostomos e Bandeiras. Peixes territorialistas, como os Ciclídeos, não devem ser colocados com Kinguios, Tetras, entre outros, como explica Longo.

Já em relação à montagem de um aquário, há também o processo para a escolha de sua temática. “O projeto de um aquário é idealizado começando pelo local onde o mesmo será colocado. Em seguida, deve-se escolher o tipo de água: doce ou salgada; depois, deve-se escolher os peixes e demais habitantes. Na decoração interna, podem ser utilizados diversos tipos de rochas, plantas, troncos, substratos, etc. Feita a escolha dos materiais, fazemos uma pré-montagem para aprovação do cliente”, explica o especialista.

A manutenção da peça também é uma tarefa que demanda alguns cuidados especiais para uma boa aparência e apresentação do aquário. Segundo Longo, alguns cuidados devem ser rotineiros a partir do momento em que a peça está presente no ambiente. “Os principais cuidados que se deve ter com um aquário, são: a alimentação (dos peixes) em excesso; não adquirir novos habitantes em locais não especializados em aquarismo; o controle da temperatura da água também é um fator de risco, pois se oscilar muito podem surgir doenças; trocas parciais de água são importantes para os habitantes, pois a renovação da água elimina elementos químicos que estão acumulados, além de hormônios que os peixes liberam”, explica.

AQUÁRIO DE DESTAQUE

A dedicação e o empenho com um aquário também podem render frutos e reconhecimento. É o caso de Victor D’Abronzo, Aquariofilista especializado em temáticas de água salgada, que recebeu prêmios de mais belo aquário nos mais respeitados fóruns brasileiros sobre o tema. Seu projeto atual levou quase um ano para ser concluído, e segundo ele, seu início no hobby teve boas influências. “Meu contato com a aquariofilia começou muito cedo. Desde que me conheço por gente meu pai tem aquários em casa. Começamos com um de água doce, mas nada muito profissional e elaborado. Há mais ou menos seis anos, iniciei na aquarofilia de água salgada e desde então nunca mais parei”, conta.

Seu projeto atual é composto por um aquário com temática de ambiente marinho, e essa concepção partiu de uma de suas paixões. “Gosto muito de mergulhar, tenho um fascínio por fotos subaquáticas. Minha ideia foi fazer um pequeno oceano em casa”, relata D’Abronzo. Dentre as espécies que compõem o aquário, destacam-se peixes exóticos e recifes de corais, e a seleção das espécies, feita por ele próprio, foi realizada preservando o conceito de beleza e sofisticação da temática do projeto. “Como em qualquer ambiente, harmonia é essencial para o bem-estar e o equilíbrio do aquário. Nada adianta ter a qualidade da água, equipamentos de última geração se os habitantes não são compatíveis. Por isso, é muito importante selecionar os habitantes. Como gosto muito de corais, escolhi peixes compatíveis com eles”, destaca D’Abronzo.

Da Redação

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