Bombeiros: Com a missão de resgatar e salvar vidas, eles estão em todos os lugares

Caminhões e veículos de resgate são vistoriados diariamente, pois a chamada por ajuda acontece a qualquer momento. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

“Quando ninguém consegue resolver, quando é uma situação bem difícil, o pessoal chama a gente. Eles confiam no que a gente vai fazer, e, normalmente, essas pessoas estão aflitas, desesperadas. Pra gente é até simples, algumas coisas, mas pra pessoa se torna um negócio grandioso. A gente se sente satisfeito com o obrigado das pessoas”, descreve o subtenente Diniz sobre o que é ser bombeiro. Ele é da equipe amarela do 2º Pelotão de Bombeiros de Piracicaba, na avenida Independência, que compõe, junto aos outros postos do 1º SGB (Subgrupamento de Bombeiros), o 16º GB do Estado.

“Quando ninguém consegue resolver, o pessoal chama a gente”, diz o o subtenente Diniz. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Divididos em turnos de 24 horas de prontidão por 48 horas de descanso, os bombeiros são os “super humanos”, que estão sempre à disposição para atender qualquer ocorrência e levar esperança de mais uma chance para alguém que não conhecem.

A reportagem do Jornal de Piracicaba acompanhou a manhã do 2º Pelotão na última quinta-feira (2), o Dia Nacional dos Bombeiros. A população pode imaginar que o trabalho duro começa quando as portas se abrem e a viatura segue para mais um chamado. Mas não, a dedicação de todos os membros da equipe em prontidão está nos detalhes, como engrenagens para fazer a máquina funcionar.

Às 7h30 o turno começa e até findar às 7h30 do outro dia há muito o que fazer no quartel para manter todos os recursos em pleno funcionamento para qualquer chamado que ocorra.

Tudo é minimamente checado e organizado para atender a população, inclusive as habilidades de cada membro. Diariamente há treino físico e instruções vindas da corporação para revisar técnicas de salvamento em altura, resgate, incêndios, estruturas em colapso, entre outras. Revisões essenciais para profissionais requisitados.

Ocorrência de resgate é o principal chamado. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Só nos seis primeiros meses deste ano, foram 2.999 ocorrências atendidas pelo 1º SGB, com 1.653 vítimas envolvidas. 52% dessas ocorrências foram de resgate. “O Corpo de Bombeiros foi criado para atendimento de incêndio e hoje atua como carro chefe o resgate”, avalia o tenente Beraldo, que vê como desafio da corporação neste momento “manter o serviço de excelência e qualidade mesmo em tempos de crise”.

Disciplina e preparação fazem parte da rotina dos bombeiros, conta o tenente Beraldo. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A cabo Renata Cristina Pires de Toledo lembra ainda da importância da preparação psicológica para atender qualquer ocorrência que surgir. “É preciso ser forte, não deixar se abater tem que transmitir pra pessoa segurança […] a pessoa também precisa ser forte, porque muitos ali desistem. Você tem que trazer esperança”, comenta.

Cabo Renata lembra do preparo psicológico. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Técnica, segurança e a missão de levar esperança também estão presentes nas ocorrências de resgate de corpos, em que os bombeiros mergulhadores se desafiam a entregar de volta à família um ente querido. “É pra gente dar […] pra família um alívio […] A gente vê nitidamente nos familiares a aflição: cadê meu filho, meu marido? O Corpo de Bombeiros vai onde ninguém quer ir, ninguém consegue chegar e consegue resgatar esse corpo em locais às vezes que outros mergulhadores não iriam”, comenta o cabo Carvalho, que desde o ano passado realiza o sonho de ser mergulhador do Corpo de Bombeiros.

Cabo Carvalho é mergulhador do Corpo de Bombeiros. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Sonho, dedicação e preparação constante para o que der e vier são as guias dos bombeiros de Piracicaba. Mesmo com os desafios, sejam das ocorrências ou dos recursos públicos, a população pode contar com o trabalho de bastidor e de protagonismo desses profissionais.

Andressa Mota