Borracheiro é preso acusado de maus-tratos contra cadela

Guardas civis checaram a denúncia (Reprodução)

Uma cadela morta foi localizada na casa de um borracheiro de 34 anos, na Vila Fátima, nesta quarta-feira (31). A Guarda Civil foi acionada pelos próprios vizinhos que teriam relatado que a cachorra estava muito debilitada e não recebia os cuidados veterinários do tutor. O homem foi conduzido ao 4º Distrito Policial, onde foi autuado em flagrante sob acusação de maus-tratos pelo delegado Fábio Rizzo de Toledo.

De acordo com o boletim de ocorrência, os guardas estiveram na residência, acompanhados da veterinária Mariana Ricciardi Curi, da Sedema (Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente), mas o animal já estava morto.

“Infelizmente, quando chegamos constatamos que o animal veio a óbito recentemente. Trata-se de uma fêmea, SRD (Sem Raça Definida), adulta, bem magra, com as mucosas bem amarelas, sugestivas de doença crônica, possível anemia”, disse a veterinária.

Mariana conversou com o responsável. Ele alegou que não chamou o veterinário. “Falei que isso era negligência, pois negou o socorro já que estava doença. “O responsável alegou que ela não estava tão doente e depois que saiu na rua e ingeriu veneno”, relatou a veterinária.

Segundo ela, o argumento não justificou, pois as condições da cadela já ocorriam há algum tempo. “Essa situação é muito triste. É importante que as pessoas saibam que maus-tratos não são apenas bater ou acorrentar um animal. A privação de um atendimento veterinário é maus-tratos. Que isso sirva de exemplo para que não ocorra mais”, enfatizou Mariana.

O laudo veterinário da cadela constou que o animal já estava emagrecendo há algum tempo e o quadro de saúde agravou-se. A anemia pode ter sido causada pela doença do carrapato ou tumores. O diagnóstico da doença poderia ajudar no tratamento, que não foi realizado.

O borracheiro foi levado ao 4º Distrito Policial, onde prestou depoimento. “Foi constatado que essa cachorra morreu em decorrência de maus-tratos, ou seja, houve negligência em decorrência da doença que essa cachorra teria. Inclusive elaborou o laudo. Foi dado voz de prisão ao autor e trazido ao 4º DP”, disse o delegado.

Toledo disse que o acusado não teve direito a fiança na fase policial, ficou na carceragem até ser apresentado à audiência de custódia.

A protetora e vereadora Alessandra Bellucci (REP) afirmou que as denúncias que causam as prisões dos autores é importante, mas também considera que eles também poderiam ser multados. “Esses valores viriam para um fundo aos animais. Agradecemos a atenção que recebemos do Pelotão Ambiental, a Dra Mariana e a Polícia Civil, pois estamos fechando o cerco contra os maus-tratos em Piracicaba”, enfatizou Alessandra.

Segundo ela, as punições serão importantes para diminuir os casos de maus-tratos em Piracicaba, pois a lei está sendo cumprida.

LEIA MAIS

Cristiani Azanha

[email protected]

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite o seu comentário!
Por favor, entre com seu nome

dois × três =