Desolado, Adílson Batista não conseguiu evitar o descenso dos mineiros. (Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)

O Campeonato Brasileiro Série A 2019 terminou no último domingo (8), tendo o Flamengo como o grande campeão, além de classificar mais sete equipes para a Taça Libertadores, incluindo os quatro grandes clubes de São Paulo (Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians). Em Minas Gerais, o campeonato deste ano será lembrado eternamente pelo primeiro rebaixamento do Cruzeiro, equipe que conquistou sete títulos nacionais neste século (incluindo os Brasileirões de 2003, 2013 e 2014).

A Raposa começou o ano de 2019 muito bem, com o título do Campeonato Mineiro e com cinco vitórias nas cinco primeiras partidas da Libertadores, conquistando uma invencibilidade de 21 jogos no primeiro trimestre, sendo a única equipe da Série A invicta antes do início da competição nacional. A primeira derrota no ano foi no final de abril, para o Flamengo, justamente na estreia da equipe no Brasileirão. As atuações inconsistentes pressionaram a equipe nos torneios eliminatórios, quando caiu nas oitavas da Libertadores e nas semifinais na Copa do Brasil. O fraco futebol apresentado continuou no segundo semestre, conquistando apenas sete vitórias em 38 partidas e caindo de divisão pela primeira vez na história.

O Cruzeiro fazia parte de um seleto grupo que nunca havia sido rebaixado, deixando essa marca com Flamengo, Santos e São Paulo; além de ser o único, junto com os cariocas, a participarem de todas as edições do Campeonato Brasileiro atual, criado em 1971 (por divergências com o calendário e o regulamento, a dupla paulista desistiu de participar da edição de 1979.

A última vez em que o Cruzeiro não participou do Brasileirão foi em 1965, quando a competição ainda se chamava Taça Brasil e apenas os campeões estaduais se classificavam para a competição (O Siderúrgica foi o representante mineiro naquele ano). O Brasileirão de 2020 será apenas o segundo na história dos pontos corridos a ter apenas uma equipe mineira (Atlético-MG). A última vez foi em 2006, quando apenas o Cruzeiro representou Minas Gerais após o rebaixamento do Galo.

Em relação aos paulistas, o Santos terminou com o vice-campeonato pela oitava vez em sua história (1959, 1966, 1983, 1995, 2003, 2007 e 2016) e arrecadou R$ 31,35 milhões com a posição, representando um aumento de 175% em relação ao vice do ano passado (Flamengo) que recebeu “apenas” R$ 11,4 milhões. O Palmeiras foi o terceiro e faturou R$ 29,7 milhões (aumento de 283% em relação a 2018). Sexto colocado, o São Paulo receberá uma premiação de R$ 24,75 milhões (aumento de 783%), enquanto o Corinthians, oitavo colocado, receberá R$ 21,45 milhões em premiações (aumento de 921% em relação ao ano passado).

Flamengo, Santos, Palmeiras, Grêmio, Athletico-PR, São Paulo, Internacional e Corinthians serão os times brasileiros na próxima edição da Taça Libertadores, sendo que os seis primeiros citados entram direto na fase de grupos, enquanto o Colorado e o Timão disputarão as fases preliminares. Fortaleza, Goiás, Bahia, Vasco, Atlético-MG e Fluminense disputarão a Copa Sul-Americana 2020.

Além do Cruzeiro, as equipes do CSA, Chapecoense e Avaí também foram rebaixadas. Os times que subiram são o Bragantino (que a partir de 2020 se chamará RB Bragantino), Sport, Coritiba e Atlético-GO.

Mauro Adamoli

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