Caçadores de tendência: os coolhunters

Foto: Freepik

A pesquisa de marketing é uma estratégia de coleta de dados em relação ao mercado em que a empresa atua e que servirá para obter informações relevantes ao plano de marketing. É vista também como importante estratégia para captação de dados e de informações estratégicas que irão auxiliar na tomada de decisões e reduzir os riscos de insucesso. Assim, deve ser considerada como peça fundamental para elaborar um bom plano de marketing e para apoiar o mix mercadológico.

Em seu escopo, os quatro “Ps” do marketing clássico (produto, preço, lugar e promoção, em inglês) estão se transformando nos quatro “Ps” do marketing relacional: pessoas (people), lugares (places), planos culturais (plans) e projetos (projects). Para auxiliar nas pesquisas, e com objetivo de definir novas tendências, surgiu uma nova profissão, o coolhunting, cuja principal finalidade é identificar o que está prestes a virar uma febre no mercado. Nesse sentido, sua atribuição mais importante se dá na observação das pessoas e do mundo, com o propósito de definir novas tendências.

O coolhunting, termo oriundo do marketing, nasceu na expressão anglo-saxônica “cool”, que, em livre tradução, significa “legal’”, mas dizer que se trata apenas da busca do que é legal, além de pejorativo, é ofensivo. Nos dias de hoje, sua aplicabilidade está associada a diversas áreas de conhecimento, que vão desde suas raízes mercadológicas na propaganda e no marketing até a psicologia, o design e a moda. Imaginemos o setor de moda: antes de um estilo de roupa cair na boca do povo, houve um grupo de profissionais que teve a incumbência de percebê-lo e de antecipá-lo para as empresas.

Das passarelas de moda a um assunto mobilizador de uma mesa de bar, tudo pode servir de brecha para um coolhunter captar o que pode virar uma tendência. Fato que exige muita sola de sapato, conhecimento prévio e senso de observação. A diferença entre a pesquisa de marketing e o coolhunting é que neste a primeira coisa a se observar é o comportamento humano e depois os lugares – todos os locais podem dar indícios de novos comportamentos. A rotina do citado profissional consiste em 40% de suas atividades serem no campo, não se prender apenas ao registro de imagens, visto que é preciso levantar hipóteses e, num momento posterior, desenvolver um relatório com base no que observou.

Ele não pode fazer interpretações erradas; desse modo, não pode declarar que é uma tendência algo que irá durar apenas um ano. Para atuar na área de coolhunting, é preciso ser uma pessoa curiosa, observadora, com uma atitude de tolerância, capacidade de comunicação e habilidades para tirar fotografias. Essa carreira é mais que um estilo de vida, é uma forma de ver o mundo, pois o profissional sempre pergunta o porquê das coisas, não vê nem considera nada como óbvio.

Na prática, por mais “cool” que pareça essa profissão, é um trabalho bem árduo. Os caçadores de tendência precisam ter um olhar crítico e atento a tudo, principalmente com relação ao comportamento humano. A fim de usarem as habilidades desses profissionais na criação de ideias e poderem sair na frente da concorrência, empresas de marketing inovadoras já os incluíram em seus quadros de colaboradores visando à complementação de suas equipes.

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