Cães e gatos também podem ter rinite e sinusite; conheça os sintomas e saiba como tratar

Foto: Freepik

Pets também sofrem com essas doenças, que podem evoluir para algo mais sério se não tratadas corretamente

Se engana quem pensa que rinite e sinusite são doenças exclusivas dos humanos. As inflamações que atingem as vias aéreas superiores (a mucosa nasal, no caso da rinite, e os seios nasais, na sinusite) também são comuns nos pets.

“Como qualquer outro ser vivo, cães e gatos podem sim ter rinite e sinusite. Até papagaios apresentam rinite ou sinusite”, comenta a veterinária clínica Maria Flávia Guerra, que também é especializada em animais silvestres.

De modo geral, a rinite costuma levar a coriza, incômodo nasal, espirros e, em casos mais graves, dificuldade respiratória e sangramento nasal. Já a sinusite pode provocar tosse esporádica, roncos, febre, secreção nasal purulenta, espirros, deformidade facial, apatia e falta de apetite, anorexia e perda de peso.

“Os mecanismos das duas condições são muito similares nas duas espécies. A rinite, geralmente, não costuma se considerada grave, apesar de causar incômodo, especialmente em casos crônicos. Porém, a sinusite pode evoluir para quadros mais sérios. Dessa forma, é imprescindível, o tutor sempre procurar o veterinário no início dos sintomas”, alerta Caio Catalani, que atua em uma clínica especializada no diagnóstico de alergias em animais.

Ao receber o pet na clínica, o médico veterinário irá fazer diversas perguntas sobre o dia a dia do animal e vai querer saber se ele foi exposto a um ambiente novo, como local empoeirado ou com fumaça, por exemplo. Além disso, fará diversas perguntas sobre o histórico do peludo. Depois, será preciso fazer o exame físico, no qual já será possível suspeitar de caso de sinusite em cães. Entretanto, para confirmar o diagnóstico, o profissional pode solicitar certos testes complementares, como hemograma, radiografia e rinoscopia.

Entre as causas das duas doenças, os profissionais destacam que são diversas, indo de uma resposta alérgica a alguma substância, passando por infecções fúngicas, bacterianas, ou virais, até doença dental. “É necessário cuidado com doenças periodontais em animais de meia idade a idosos, pois a bactéria do tártaro pode migrar facilmente para as vias aéreas superiores”, ressalta Maria Flávia.

Vale lembrar ainda que algumas raças são mais predispostas a desenvolverem tais doenças, como é o caso dos braquicefálicos, que possuem focinhos mais curtos, a exemplo dos gatos persas e himalaios, e dos cães buldogues, pug, shih-zu, entre outros.

Tanto a rinite como a sinusite não possuem um tratamento padrão, o que significa que tudo dependerá da causa da doença, que, se não tratada, pode evoluir para algo mais sério, como pneumonia, hipertensão pulmonar, sepse e até óbito, reforçando a importância de consultar um veterinário de confiança nos primeiros sintomas.

Sobre a prevenção, também será a causa que irá decidir o que fazer para evitar crises futuras. “Quando a causa é o contato com agentes alérgenos, é possível adotar algumas medidas preventivas, como evitar o contato com o agente causador, ou fazer uso de imunoterapia com alérgenos, as chamadas “vacinas para alergias”, que previne a ocorrência ou a gravidade de novas crises”, informa Caio.

Laís Seguin
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