Protesto com caixão começou em frente ao Sempem (Serviço Municipal de Perícias Médicas) e seguiu até a prefeitura de Piracicaba (Foto: Dario Banzatto)
Protesto com caixão começou em frente ao Sempem (Serviço Municipal de Perícias Médicas) e seguiu até a prefeitura de Piracicaba (Foto: Dario Banzatto)

O Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba e Região realizou ato de protesto em frente ao Sempem (Serviço Municipal de Perícias Médicas), na manhã desta quarta-feira (27/02), com o tema “param os abusos ou paramos o Sempem”. A marcha seguiu até a prefeitura de Piracicaba. O objetivo da encenação fúnebre foi mostrar que os servidores são obrigados a regressar ao trabalho ainda impossibilitados e doentes.

A entidade informou, em texto enviado à imprensa, que acionou inúmeras vezes o CRM (Conselho Regional de Medicina) contra o médico perito do Sempem, Rubens Cenci Motta, por procedimento irregular ao preencher os atestados médicos dos servidores públicos municipais de Piracicaba. Motta, consta no comunicado divulgado, tem frequentemente indeferido os atestados emitidos por médicos particulares ou tem alterado de forma unilateral os afastamentos concedidos para abonar as faltas do período que no entendimento do médico particular esse mesmo servidor necessitaria para o seu repouso e recuperação.

“Vamos conversar novamente. É outro lado do protesto. Há mais de 10 anos paramos um velório de uma servidora em frente à prefeitura, que retornou ao trabalho impossibilitada vindo a óbito em seguida; já fizemos audiências públicas na Câmara e o problema e os abusos continuam”, disse o presidente Jose Valdir Sgrigneiro.

No comunicado há, ainda, que o sindicato tem discutido e buscado soluções durante as reuniões da Mesa Permanente de Negociações, conversando com o secretário de administração e com o prefeito sobre as dificuldades que os servidores enfrentam no Sempem.  Dentre as diversas reclamações que o Sindicato tem recebido, a mais recente é um caso de um servidor que sofreu três infartos de miocárdio, fez traqueostomia para respirar e mesmo assim foi determinado retornar ao trabalho. “É necessário fazer a perícia de acordo a situação laborativa da pessoa”, disse o diretor, José Osmir Bertazzoni.

Ele salienta que esta situação cria mal-estar e estresse desnecessário nos setores de trabalho, fazendo com que os servidores não realizem nem mesmo exames preventivos, porque temem em fazer o exame e perder o dia.

Durante o protesto, os diretores pediram para a administração retomar esta discussão, fazendo um diálogo entre sindicato, secretaria de administração, procuradoria geral e com Dr. Rubens Cenci Motta. “Queremos entender quais são as razões que levam o Sempem a agir de forma indiscriminada contra tudo e contra todos. O apelo que fazemos aqui é que urgentemente seja marcada esta reunião. Se nada disso resolver nós vamos parar o Sempem, até que se resolva esta questão”, disse Bertazzoni.

O Sindicato dos Municipais contou com o apoio dos agentes de trânsito e da Guarda Civil e parceria dos representantes do Conespi (Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba): SindGuarda, Sindicato da Alimentação, Sindicato dos Bancários, Sindicato do Comércio, Sindicato da Construção Civil e Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Papel e Papelão.

1 COMENTÁRIO

  1. Sou professora e precisei me afastar por depressão, perseguição no ambiente de trabalho onde minha imunidade caiu, estou com boca cheia de feridas, cabelo caindo, com pânico e meu médico me afastou por 60 dias, mas médico sempem me deu 10 dias tive voltar doente.
    Absurdo

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