Caldos nutritivos e energéticos

Caldo de feijão

Com a chegada das noites de temperaturas mais baixas, dentro do possível do inverno tropical ao qual Piracicaba está acostumada nos últimos anos, caldos são refeições infalíveis e bastante práticas. A refeição, além de acalentar a alma, também é rica em carboidratos e proteínas, ou seja, ótima para recuperar as energias, revitalizar o organismo.

Os caldos, reforça o nutricionista Rodrigo Moreira, aparecem por ser típicos da época mais fria e a composição envolve diversos vegetais, hortaliças, cereais, leguminosas. “Podemos destacar, como ingredientes, a abóbora como vegetal, a batata como tubérculo, uma ervilha como leguminosa, às vezes adicionada a uma base de arroz ou quinoa, onde tudo isso forma um alimento nutritivo”.

A composição do caldo é importante, aponta o nutricionista, mas é fundamental, também, analisar o valor alimentício de todas as refeições diárias. O consumo ideal de verduras e frutas, por exemplo, que ele caracteriza como “positivo”, deve ser de pelo menos 375 gramas por dia para diminuição de morte “por qualquer causa”, ele ressalta.

Caldo de legumes

O caldo deve complementar a necessidade de ingestão diária. A densidade (concentração de ingredientes) de um caldo dependerá desta relação, explica Moreira. “Assim podemos analisar o dia alimentar e verificar se o caldo escolho está eventualmente defasado por falta de proteína, por exemplo. Normalmente, pode agregar fontes proteicas magras ao caldo, como cubos de carne ou frango. Isso gera mais satisfação da refeição e preservação de massa muscular”.

Além disso, o caldo contribui para a hidratação do corpo humano. “Mas como há uma concentração nesse caldo, e não uma diluição, não será só por meio da sopa que vamos conseguir uma quantidade expressiva de água necessária por dia”. No entanto, Moreira aponta que os 300 ou 350 ml consumidos já contam, sim, como fator hidratante.

Em relação aos nutrientes do caldo, no sentido de promover energia, Moreira fala que, geralmente, os caldos possuem cremes a base de tubérculo e leguminosas. “Batatas ou feijão, ervinha, que são fontes de carboidratos. Consequentemente, o valor energético desta preparação é significante para a promoção de energia”.

Caldo verde

Segundo o nutricionista, tudo que tiver tubérculo como base (batata, mandioca, mandioquinha), já é de valor energético alto. Tudo que tiver leguminosa (feijão, grão-de-bico, ervilha, milho), também. Os vegetais, pode ser abóbora, brócolis, tomate, no entanto, o valor energético é mais baixo.

Uma dica do nutricionista para o inverno de 2020, que até agora chegou timidamente, é o que ele chama de “clássico”, o caldo verde. “Tem uma proporção de 10 unidades médias de batata-inglesa, um maço inteiro de couve e tempero a gosto, com um pouco de azeite, cebola, alho, manjericão, orégano”.

O tempero, como ressalta Moreira, é parte chave no caldo e em qualquer refeição, sendo sal e óleo os mais utilizados, além de ervas aromáticas, como folhas de louro, orégano. “A diferença de se temperar um caldo e outros alimentos é consistência. Vamos dizer que é uma bacia de vegetais, com alguns ingredientes e, na hora de preparar, vai adicionando os temperos. Recomendo, sempre, que nunca deixe de colocar o sal, porque os poderes de salgar é o que aumenta a palatabilidade, além de cebola e alho”. A pimenta, ele recomenda, é para quem gostar, na finalização, assim como o queijo ralado.

Rodrigo Moreira, nutricionista

Outro caldo tradicional é o de feijão. “Leva feijão na quantidade proporcional que a pessoa precisa comer – duas xícaras dá em torno de seis a oito porções. Se adicionar cheiro verde, pronto, já se tem um caldo de feijão”.

ErickTedesco