Os servidores Douglas e Alexandre atuam na Câmara desde dezembro (Foto: Divulgação)

A otimização de fluxos internos de trabalho da Câmara de Vereadores de Piracicaba, por meio de processos que ampliem a transparência, tem sido perseguida pelos profissionais que atuam na área da tecnologia de informação. Desde janeiro, com a criação do Plano de Desenvolvimento do Centro de Processamento de Dados, a Casa eliminou um de seus contratos com terceiros e a tendência é de que novos serviços não precisem mais ser licitados futuramente, refletindo diretamente em economia aos cofres públicos. Para o desenvolvimento dos sistemas, a tecnologia empregada é 100% gratuita.

O trabalho começou a ser posto em prática em janeiro. Antes com quatro servidores efetivos, o Centro de Processamento de Dados contou com o reforço de dois administradores de rede, um analista de sistemas e dois programadores, convocados em dezembro, após a aprovação no concurso público 1/2019.

A missão de desentrelaçar e desvendar as informações e permitir que possam ser utilizadas pelos diferentes setores está aos cuidados do analista de sistemas Douglas Miranda da Silva e dos programadores Alexandre Henrique Landgraf e Marco Antônio Pereira Júnior (todos contratados em dezembro), além do analista de sistemas Adriano Albuquerque da Silva, que já fazia parte do quadro de servidores efetivos da Casa.

Segundo o presidente da Câmara, vereador Gilmar Rotta (CID), a demanda interna se tornou maior, assim que a Câmara implantou o programa Parlamento Aberto. “Um importante passo para ampliar a transparência foi diminuir a sobrecarga na área de tecnologia de informação. Os novos servidores foram essenciais nesse processo”, contextualiza o presidente. “Em apenas seis meses de trabalho, mesmo em plena pandemia e em home office, temos resultados efetivos, de forma eficiente e que trouxeram economia”, completa Gilmar Rotta.

A equipe de tecnologia da informação apresentou à Mesa Diretora da Câmara um cronograma para a implantação de quatro sistemas informatizados, três dos quais concluídos no primeiro semestre (postagens, impressoras e telefonia). “A partir de agora, o trabalho é no Setor de Patrimônio, de maior complexidade, por possuir aproximadamente 6.000 registros”, explica Alexandre.

O programador lembra que toda a tecnologia desenvolvida é totalmente gratuita, ou seja, não gerará custos à Câmara, por ser desenvolvida internamente pelos servidores.

Segundo o agente administrativo Renato Alves Rafael, que atua no Setor de Patrimônio, um dos sistemas permitirá a inclusão de fotografias e a geração do QR-Code aos bens patrimoniais da Câmara. “Não há nada parecido neste sentido nas demais Casas Legislativas. Na questão da transparência, estamos avançando além do que a lei exige”, reforça.

O analista de sistemas Douglas Miranda explica que todos os sistemas, sem exceção, refletem no Portal da Transparência. “Toda a base de dados, para que apareça no Portal da Transparência, foi desenvolvida por empresas contratadas pela Câmara no passado. Agora, estamos decifrando esses dados, que foram feitos de forma criptografada”, diz.

Para Mauro Rontani, diretor do Departamento de Administração da Câmara, a adequação dos sistemas dá à Câmara a autonomia necessária para lidar com as próprias demandas. “Ao eliminarmos a dependência de terceiros, tornamos os processos mais ágeis. Consequentemente, melhoramos a produtividade dos servidores e o atendimento à população”, destaca.

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