Campanha arrecada dinheiro para comprar canabidiol a bebê de 2 anos

“Eu estou vivendo só de ajuda, porque eu não posso trabalhar”, relata a mãe | Foto: Amanda Vieira/JP

Atualizado em 26 de outubro, às 14h10

Sem o tratamento com canabidional, o bebê Breno, de dois anos, chega a ter mais de 30 convulsões por dia. Segundo a mãe, Elisângela Ribeiro da Costa, ele toma dois frascos do remédio por mês, o que custa R$2,2 mil para a família ao importar o remédio dos Estados Unidos. Para ajudá-lo, é realizada uma campanha na internet pelo site vaka.me/1454922, por meio do projeto Ame Vidas.


A cada R$20 doados, a pessoa ganha um número da sorte para concorrer a um Playstation 4, enviando comprovante para [email protected] A meta é arrecadar R$ 10 mil. A família tem perfil no Instagram, @ajudeobreninho.
Breninho e a mãe são moradores do Bosques do Lenheiro. Ela conta que, no Brasil, o remédio custa em torno de R$2.500, por isso importam dos Estados Unidos cada frasco por R$ 1mil e, R$ 200, frete.


Errata: A reportagem havia citado que a família entrou na Justiça no ano passado para tentar receber o canabidiol pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e que, mês passado, na Farmácia de Alto Custo, segundo informou a mãe. Porém, a informação correta é que foi dado entrada em processo administrativo (e não Farmácia de Alto Custo) para tentar o canabidiol pelo Estado em setembro deste ano, de acordo com segundo o Setor de Ação Judicial do DRS-10 (Departamento Regional de Saúde de Piracicaba), uma vez que a criança toma a substância há um mês. Ainda segundo o setor, o pedido foi negado em 20 de outubro porque o canabidiol é entendido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como um produto e não um medicamento – pois ainda não passou por todas as fases que comprovassem sua eficácia – e porque o SUS oferece outras opões terapêuticas. O setor informou também que processo judicial do ano passado concedeu à criança o home care. Outro processo administrativo, a dieta.


“Ele toma vários remédios e agora a gente pede ajuda para comprar o canabidiol, que ele tem um pouco mais de melhora. Ele tem bastante convulsão por dia, mais de 30 […] Está bem melhor, está tendo ainda [convulsões] mas está bem melhor”, relata Elisângela.


Ela conta ainda que, mesmo depois de vários exames, os médicos não sabem o que o bebê tem. “Não foi diagnosticado ainda. Ele tem bastante convulsões, é todo molinho, não senta, não vira, não fala, usa traqueostomia, usa bipap para poder respirar, se alimenta por sonda. Os médicos, na verdade, já falaram que não tem o que fazer, só um milagre de Deus. Eles já fizeram vários exames e não descobriu nada”, complementa.
Além da campanha, a família também aceita outras doações. O contato é (19) 98721-1500. “Eu estou vivendo só de ajuda para tudo, porque eu não posso trabalhar”, comenta Elisângela.


Organizado por Flávia Daniely e João Paulo Cecotte, o projeto Por Vidas compartilhar campanhas de crianças com AME (Atrofia Muscular Espinhal), paralisia cerebral e outras doenças degenerativas, sem fins lucrativo.

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Andressa Mota

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