Candidato a prefeito Barjas Negri responde carta aberta do JP

/Foto: Claudinho Coradini/JP.

Diante das críticas do prefeito e candidato à reeleição, Barjas Negri (PSDB) às recentes matérias jornalísticas publicadas pelo Jornal de Piracicaba, e às referências nas redes sociais classificando as publicações como “fake news”, além de afirmar que não teria sido procurado pela redação para apresentar sua versão dos fatos, o diretor do JP encaminhou ontem ao Chefe do Executivo uma carta para “em respeito ao ideal que sempre moveu o Jornal de Piracicaba nos últimos 120 anos, deixar aberto o espaço neste jornal para quaisquer manifestações que Vossa Senhoria deseje publicar no intuito de esclarecer ou criticar sobre nossas últimas matérias jornalísticas”. Ontem também APJ (Associação Paulista de Portais e Impressos) publicou nota de repúdio ao prefeito Barjas Negri.

Após receber o comunicado, o prefeito Barjas Negri enviou a seguinte manifestação, a qual é publicada na íntegra.


Barjas e Luciano: nomes já estão nas urnas eletrônicas.

Consulta ao site do TSE já confira a disputa entre Barjas e Luciano.
A coligação Piracicaba Avança Mais entende que o Jornal de Piracicaba, nos últimos dias, tem induzido o eleitor ao erro com suas manchetes. Uma delas foi a de ontem, 25/11, que leva a uma propaganda negativa (termo usado pela própria Justiça) da candidatura de Barjas Negri a prefeito de Piracicaba, que está legitimada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso porque, infelizmente, muitos leitores se limitam a ler apenas a manchete e não a reportagem completa. Dessa forma, ele pode ser induzido ao erro pela falta de informação clara na manchete. Essa conduta tem obrigado a Justiça Eleitoral de Piracicaba se manifestar sobre os fatos, até mais de uma vez no dia.

O que a coligação sempre quis foi apenas e tão somente a imparcialidade e clareza dessas informações. Uma vez que a candidatura de Barjas Negri está deferida (aprovada) pelo Tribunal Superior Eleitoral no 2º turno das eleições deste domingo (29).

Além disso, as manchetes podem afastar os eleitores do 2º turno, enquanto o TSE trabalha para que o maior número possível de cidadãos exerça o direito do voto, que é legítimo e escolha o próximo prefeito de Piracicaba.
A coligação entende, ainda, que alguns assuntos tratados pelo Jornal não seguem os mesmos critérios. Um exemplo foi a aglomeração no Teatro São José, noticiada pelo matutino. Os organizadores, cientes das regras do protocolo sanitário, convidaram e esperavam 80 pessoas, mas o número foi maior.

O outro candidato fez reuniões que geraram aglomeração, inclusive com pessoas sem máscaras. Mesmo sendo alertado pela coligação, o jornalista não noticiou o fato. Quando o prefeito Barjas Negri, por meio de sua assessoria, apresentou sua defesa, o chamado “O outro lado da notícia”, percebeu claramente é que o Jornal utilizou apenas uma frase soltas e não a totalidade. O mais importante foi de que o prefeito foi convidado para receber o apoio de um grupo. Frente ao seu bom desempenho no debate da EPTV, o evento atraiu um público maior.

As manchetes com propaganda negativa do prefeito Barjas Negri, como entende a coligação, servem para que o outro candidato as utilize em suas redes sociais e confunda o eleitor. Mais um bom exemplo, foi a do dia 18/11, sobre uma multa do Tribunal de Contas, que serviu apenas e exclusivamente para que o candidato adversário usasse em sua rede social e nos programas de rádio e TV. A maioria dessas multas são de processos que o prefeito já ganhou, e outras estão em andamento.


NOTA DA REDAÇÃO

1- O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não deferiu a candidatura de Barjas Negri, uma vez que o recurso contra a decisão do TRE que decidiu pela sua inelegibilidade ainda não foi julgado. A assessoria do candidato informou ontem que desconhecia se o recurso foi protocolado. O que está aprovado pelo TSE é apenas a realização do 2º turno das eleições para o domingo (29).

2- Quanto às manchetes com “propaganda” negativa do prefeito, o JP esclarece que as manchetes nunca tiveram conotação de propaganda, boa ou má, elas refletem a veracidade das informações com base em fatos e dados obtidos por órgãos oficiais.

Beto Silva

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