Atualizado em 24 de novembro, às 11h10

Pela segunda vez na história, no próximo domingo (29) Piracicaba escolhe o próximo prefeito em segundo turno. Na reta final da campanha, os dois candidatos focam em apresentar suas propostas e convencer a população a ir às urnas. Em debata promovido pela emissora EPTV Campinas na noite do último domingo (22), os prefeituráveis discutiram temas que foram desde vagas em creches, geração de empregos, transporte coletivo e mobilidade a ações voltadas à cultura.


À reportagem do Jornal de Piracicaba os candidatos falaram sobre seus projetos para recuperação de alunos na educação, atender a fila de espera da saúde junto à pandemia e ações para evitar crises hídricas e gerar emprego.

BARJAS NEGRI
Para o candidato à reeleição, Barjas Negri (PSDB), a prioridade, se ganhar a eleição, é continuar o foco na questão sanitária. Sendo assim, manter a UPA do Piracicamirim e a tenda ao lado ativas para atender pacientes infectados ao mesmo tempo que quer revertes os leitos exclusivos para esses pacientes para fazer também as cirurgias eletivas. “Prioridade é reduzir essas filas de cirurgias eletivas e continuar fazendo esses mutirões de consultas médicas de especialidade e exames”, diz.


Em seguida, o candidato aborda a geração de empregos, ao focar no setor da construção civil e na qualificação dos jovens. Na educação, o candidato comenta que a equipe da SME (Secretaria Municipal de Educação) mantém diálogo com a Diretoria de Ensino de Piracicaba, do Estado, para encontrar caminhos e que os professores se preparam para receber os alunos novamente nas salas de aula, dialogando com os pais porque é possível não ter aulas presenciais diárias.

Para evitar nova crise hídrica, a longo prazo o Barjas lembra estudo técnico do Consórcio Ares PCJ que prevê uma barragem no Rio Corumbataí entre Ipeúna e Rio Claro. A curto prazo, fala sobre redução das perdas e aumento da capacidade dos reservatórios.

LUCIANO ALMEIDA
Candidato pelo DEM, Luciano Almeida, se eleito, afirma querer ampliar diálogo com a população nas decisões. No campo da saúde, conta que vai ser preciso saber administrar a pressão sobre o sistema público com as filas represadas. “A estrutura médica da nossa região é muito boa, todos aqui, de novo, trabalhando junto, vamos passar por essa crise, mas precisa que a sociedade ajude”, comenta.


No campo da economia, Luciano afirma que existe “ociosidade ainda nas empresas” instaladas na cidade e que é preciso preparar a população ao requalificar a qualificar os jovens para quando o mercado voltar a aquecer. Também pontua no incetivo ao microempreendedor forma de vencer a crise.

Para recuperar os alunos que não acompanharam as atividades à distância, o candidato afirma que o trabalho deverá ser feito em médio e longo prazo. Para isso, comenta que estuda junto a especialistas possibilidade e alternativa para fazer alterações nas grades curriculares.


Quanto a evitar novas crises hídricas, a curto prazo Luciano aponta para a redução das perdas do sistema. Já a longo prazo, a criação de um reservatório para garantir o abastecimento nos próximos “50 ou 100 anos”, “que vai ter também a vantagem de ser um polo de turismo para atração de eventos em torno de uma represa”, pontua.

Debate foi ao vivo pela EPTV Campinas a partir do Teatro Erotides de Campos, no Engenho Central | Foto: Claudinho Coradini/JP

O debate foi divido em três partes, com temas livres de perguntas e respostas entre os candidatos no 1º e 3º bloco e sorteio de tema 2º bloco.

No primeiro bloco, Barjas questionou Luciano sobre o que chamou de “privatização” de creches, saúde, educação e ambientes culturais. Já Luciano questionou o atual prefeito sobre o que caracterizou como “pouca participação” da sociedade nas decisões e de “favorecimento” no funcionalismo público.

Já no segundo bloco, Os temas discutidos foram saúde, funcionalismo, emprego e assistência social. Respectivamente, os candidatos discorreram sobre a atual situação da saúde de Piracicaba, qualificação dos servidores público, como gerar novas vagas de emprego e ações para atender a população em situação de rua.

No último bloco, Luciano questionou Barjas sobre o transporte público da cidade e saneamento básico. Enquanto que Barjas o questionou sobre mobilidade urbana e ações para a cultura.

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Andressa Mota

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