Cantora pega 21 anos de prisão (Reprodução)

A cantora gospel Tania Regina Levy foi condenada a 21 anos, 7 meses e seis dias de reclusão, inicialmente em regime fechado, pelo assassinato do marido, o guarda municipal e maestro Eliel Silveira Levy. O júri começou logo na manhã de quinta-feira (4) e durou aproximadamente 14 horas. A defesa recorreu da sentença e Tania aguarda o recurso em liberdade.

O advogado José Oscar Silveira Júnior, que representa a cantora, alegou durante o julgamento que o processo tem falhas e que sua cliente é inocente. Ele foi procurado pela reportagem através de seu escritório em Piracicaba, mas não foi localizado até o fechamento desta edição.

Para o advogado Willey Sucasas, que atuou como assistente de acusação no júri, representando a família da vítima, a ré foi condenada por homicídio qualificado, destruição de cadáver e fraude processual, exatamente nos termos da denúncia do Ministério Público e conforme esperavam. “A Justiça foi feita pelo Tribunal do Júri de São Pedro! Finalmente a família enlutada pelo brutal assassinato tem agora uma resposta condizente com a dor da perda de seu ente querido”, enfatizou Sucasas.

Com relação ao eventual recurso da defesa para segunda instância, a assistência de acusação entendeu e espera que o TJSP mantenha a decisão condenatória do Conselho de Sentença. “O veredito
dos jurados foi absolutamente correto e em estrita consonância com a prova dos autos, bem como a pena fixada pelo Juiz de Direito corresponde exatamente a reprovação esperada para a gravidade dos crimes praticados pela ré”, completou.

O CASO
O crime aconteceu em setembro de 2013, em São Pedro. Dias após o crime, o irmão do guarda informou à Polícia Civil sobre o desaparecimento do casal. Após investigações, polícia descobriu que a cantora não estava desaparecida e não compareceu à polícia para prestar esclarecimentos na época.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na delegacia de São Pedro, o veículo da vítima foi encontrado carbonizado em uma estrada vicinal, em via desprovida de cobertura asfáltica, que dá acesso à rampa de voo livre. Durante vistoria, acabou sendo verificado que no porta-malas do automóvel, foram encontrados fragmentos ósseos também carbonizados. Após diligências policiais, constatou-se que a vítima em questão tratava-se do guarda municipal. Segundo uma denúncia e de acordo com as investigações policiais, a cantora agiu em conjunto com homem que ainda não foi identificado.

(Cristiani Azanha)

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