Carnaval: deixar seu pet no ‘estilo folião’ pintando toda a sua pelagem! Será que essa é uma boa ideia?

Foto: Flickr

Especialistas explicam sobre as tintas fabricadas para animais, mas alertam sobre os riscos de usá-las

Os dias de folia de Carnaval chegaram e a vontade de colocar brilho, cores e enfeites nos pets também. Nessa época do ano, vários tutores pintam as pelagens de seus animais com tintas coloridas para que até eles entrem no clima de folião. Mas será que pintar seu amigo de quatro patas é realmente seguro?

O veterinário Leandro Galati, especializado em dermatologia e mestre em ciências com ênfase em alergologia, explica que, hoje em dia, existem as tinturas semipermanentes que podem ser aplicadas nos pets e que prometem uma composição livre
de toxicidade.

“No entanto, há de se levar em consideração que existem produtos de diversos níveis, e recomenda-se, portanto, que se escolha os produtos de maior qualidade e com selos de aprovação”, diz.

No caso da tinta para pelo de cachorro, é importante que o produto utilizado tenha sido desenvolvido especialmente para eles, levando em conta o pH da pele, entre outros fatores.

Além disso, tingir pelos de pets também pode levar a alterações comportamentais, uma vez que o produto pode alterar o cheirinho natural do animal, elemento essencial da identidade dos cães.

Por isso, é importante consultar o médico-veterinário do seu bicho, para que ele possa orientar da melhor forma, uma vez que ele conhece os precedentes da saúde do animal.

“Recomenda-se também que este seja um procedimento feito por profissionais, ou seja, banhistas e tosadores que atuam em pet shops de confiança”, afirma Leandro.

Segundo Simoni Maruyama, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, mesmo que algumas tintas sejam permitidas para a pele animal estas podem provocar irritação, como qualquer outro produto.

“Ela pode ser bem variável e aparente ou até mesmo tardia. Pode ir desde um quadro intensamente pruriginoso (coceira), a lesões eritematosas (róseas/avermelhadas), descamativas e com queda de pelos, por exemplo.”

Caso o tutor note algum machucado na pele de seu amigo de quatro patas, Simoni recomenda a busca imediata por atendimento veterinário, pois só o profissional é habilitado para orientar e intervir em uma ocorrência mais simples ou casos mais graves, como intoxicação ou reação anafilática, que são as reações alérgicas que podem levar à óbito.

Para evitar quadros como estes, Leandro indica que, na hora de tingir o pelo do pet, o profissional pinte primeiro uma pequena parte, pois, dessa forma, será possível identificar se o animal é sensível ao produto ou não, e evitar problemas em toda
a extensão da pele.

Para a realização do teste, o animal deve receber uma amostra do produto que será usado para o tingimento e deixar que ele permaneça no local por cerca de 24 horas sem lavar. Se nenhuma reação for desencadeada após esse período, o animal fica livre para passar pelo procedimento.

Por fim, ele alerta que deve-se fugir das formulações caseiras, naturais ou tintas feitas para humanos. “Estes produtos não têm certificação e seu uso pode trazer consequências graves aos pets”, revela.

Ademais, em bichos com condições dermatológicas crônicas, como alergias, o uso das tinturas é contraindicado.

Laís Seguin
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