População precisa se conscientizar da necessidade de fazer exames preventivos mesmo durante a pandemia | Foto: Claudinho Coradini/JP

Desde 14 de setembro a Carreta Ilumina, laboratório móvel para rastreamento ativo do câncer, está no varejão do Parque 1º de Maio. No retorno das atividades, observou-se uma demanda mais tímida, por isso a Fundação Ilumina lembra da necessidade da população realizar os exames preventivos. Em um mês de retomada, foram realizados 315 exames, sendo 230 mamografias, 68 de pele e 17 de boca.


Para fazer os exames oferecidos na carreta, basta agendar pelo telefone (19) 98369-0944 e comparecer no dia e horário agendado com CPF, RG e cartão branco do posto de saúde.


Podem participar moradores do território de abrangência de 14 unidades de saúde: CRAB Cecap; USF Cecap; USF Eldorado I; USF Eldorado II; USF São Francisco; USF Santa Rita Avencas; USF Chapadão I; USF Chapadão II – Sol Nascente; UBS Alvorada; USF Serra Verde; USF Astúrias; USF 1º de maio; USF Jardim Oriente e CRAB Piracicamirim.

Todos os pacientes que apresentam irregularidades nos exames são enviados para análises mais aprofundadas no Hospital Ilumina. “A gente tem uma linha de tratamento, se der alteração [na mamografia], automaticamente ela já é encaminhada para complemento com ultrassonografia e mastologista, que direciona de acordo com o tratamento necessário dessa paciente”, explica a enfermeira responsável pela Carreta, Natalia Valente.


“Há mais ou menos um mês a gente teve a autorização para reiniciar o rastreamento ativo organizado na cidade. Então existe uma latência realmente da população em entender a necessidade de fazer os exames preventivos”, comenta a médica Adriana Brasil, idealizadora e presidente do Conselho Administrativo do Ilumina.

Adriana lembra que o contingenciamento dos diagnósticos de câncer durante a pandemia vai causar o que os médicos chamam de “terceira onda pós covid”. A médica afirma que no Hospital Ilumina já estão chegando pacientes com estágio avançado de câncer. “No Brasil, as sociedades médicas já chegaram em um número, que são 50 mil casos que não foram diagnosticados nos últimos quatro meses de pandemia”, conta.


O tratamento no Hospital Ilumina, com aparelhos de excelência e de forma humanizada, é gratuito. A instituição é sustentada por meio de doações, eventos e 17% dela é custeada por meio de repasse público, segundo Adriana. Sendo assim, também sofreu com queda na arrecadação durante a pandemia. Para contribuir com doações, basta acessar www.associacaoilumina.org.br.

Andressa Mota

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