‘Casa de Passagem’ vai atender 100 pessoas em situação de rua

Pandemia evidenciou a necessidade de ampliar o serviço (Foto: Claudinho Coradini/JP)

A Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) anunciou que vai ampliar os serviços destinados para pessoas em situação de rua. Com acolhimento 24h em novo endereço, na estrada Heribaldo Zardetto de Toledo, s/n, no bairro Parque São Jorge, a Casa de Passagem vai atender até 100 pessoas, segundo informou a pasta.

Aqueles que estavam alojados durante a pandemia na Casa de Passagem já foram transferidos para o novo local e, de forma gradual, os que estão no Lar das Ruas (Centro de Acolhimento ao Morador em Situação de Rua) também serão enviados para lá.

De acordo com a Smads, as regras de participação e permanência no novo espaço são discutidas entre as equipes da secretaria e as da Associação Presbiteriana de Filantropia, que é parceira da pasta na execução do NAS (Núcleo de Apoio Social) e da Casa de Passagem.

A secretaria informou ainda que, como forma de proteger os moradores, durante a pandemia, os novos atendidos passarão por quarentena no Lar das Ruas antes de se mudarem para o novo endereço da Casa de Passagem.

Para serem acolhidas, as pessoas em situação de rua devem procurar o Centro POP (Centro de Referência de Atendimento Especializado para População em Situação de Rua), na rua Voluntários de Piracicaba, 815, das 8h às 12h, de segunda a sexta-feira. Também serão acolhidas as pessoas que aceitarem a abordagem do Seas (Serviço Especializado em Abordagem Social).

Para a responsável pela Smads, Fabiane Fischer Gomes Oliveira, a pandemia evidenciou a necessidade de ampliar os serviços executados pelo município à população em situação de rua, pois o acolhimento 24h pela covid-19 permitiu um ‘trabalho diferenciado’.

“O acolhimento das pessoas em situação de rua nos trouxe a oportunidade não somente de protegê-las da covid-19, mas também de desenvolver um trabalho diferenciado e abrangente no que diz respeito à recuperação de laços familiares, autoestima, atuação pra recuperação de vícios e empregabilidade. Conseguimos trabalhar e devolver a dignidade destas pessoas”, relata Fabiana.

Andressa Mota

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