Letícia e Thiago começaram a se conversar há nove anos, poucos dias depois do dia do padroeiro. (Foto: Paulo Gomes)

Para as famílias da professora Letícia Angeli da Silva Ribeiro e do mecânico Thiago Henrique Ribeiro, comprar o tradicional bolo de Santo Antônio sempre fez parte do dia 13 de junho, o dia do padroeiro da cidade. O que eles não sabiam era que, em 2011, o doce teria um significado ainda mais especial e com repercussão até nos dias de hoje.

Foi há nove anos, no mês de junho, poucos dias depois do dia do padroeiro, que o casal começou a se conhecer melhor, por coincidência, ou não. Mas claro que Santo Antônio teve um papel importante nesta união, assim como a fé de um modo geral, uma vez que ela é repleta de companheirismo e duradoura. Em dezembro de 2019, eles se casaram.

“A gente nunca falava em casamento, aí em agosto do ano passado resolvemos casar. Queria uma coisa simples, durante o dia, só para oficializar a nossa união, porque a gente estava junto há tanto tempo. No final ganhamos a festa da mãe dele. Deu tudo certo, tudo o que a gente queria teve no nosso casamento, coisa que a gente nem pensava, foi maravilhoso”, lembra Letícia.

Ela fazia estágio em uma escola, durante a faculdade de pedagogia, quando resolveu reunir alguns funcionários para comprar o bolo a uma professora que queria muito encontrar um namorado. Mas, como os amigos dizem desde aquela época, foi Letícia quem comeu o pedaço reservado àqueles que encontrariam o amor.

E, claro, os pombinhos não poderiam ter se conhecido em outro lugar senão a igreja. Foi durante a novena ao Imaculado Coração de Maria, na paróquia da Pauliceia, no caminho de ida e volta da igreja, que Letícia e Thiago tiveram as conversas mais importantes para o início do relacionamento. Ao findar os nove dias ocorreu o primeiro beijo e, então, sim, começaram a namorar.


Neste ano, Letícia e Thiago comprarão novamente o bolo mas como forma de agradeceu à intercessão do Santo não apenas no relacionamento do casal, que é cada dia mais unido, como também na misericórdia por ter salvo a avó de Letícia, dona Angelina – hoje com 82 anos, lá em 2017, quando passou mal pela arritmia no coração no dia 13 de junho e precisou ir à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no EMCOR (Emergência do Coração). A família, mais uma vez, não dispensou a fé na vida.

O BOLO
Neste ano, em decorrência da pandemia, o bolo de Santo Antônio foi reduzido de 4 mil para 1.500 pedaços, conforme informou o monsenhor Ronaldo Aguarelli, responsável pela Catedral Santo Antônio. O valor de cada pedaço também foi reduzido para R$20. “Sabemos da situação econômica dos fiéis, então para todo mundo ganhar um pouquinho – porque reforça o caixa da paróquia – mas também para não onerar as pessoas, nós diminuímos o valor. No ano passado era R$25, neste ano é R$20. Mas tamanho é o mesmo, o sabor, o amor é o mesmo”, explica o monsenhor.

Os pedaços começaram a ser comercializados com antecedência para não gerar aglomeração. À tarde, na sexta-feira (12) o monsenhor abençoa o bolo e, caso nem todos os pedações tenham sido vendidos, no sábado (13), mesmo dia e horário da distribuição, das 8h às 18h, as pessoas que não reservaram o ticket poderão adquirir.


A distribuição será feita no salão social da Catedral, na rua Boa Morte, 1004, centro. Uma equipe controlará o distanciamento social e o uso de máscara. “A gente pede que aquelas pessoas que pertencem ao grupo de risco, se for comprar, pedir para outra pessoa vir buscar e não trazer crianças nesse dia”, orienta o Monsenhor.

Andressa Mota

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