Casal reclama de esperar atendimento por mais de 3h em UPA

O casal chegou à unidade às 14h30 e, segundo o marido, a mulher só foi atendida às 18h. (Foto: Claudinho Coradini/JP)

O entregador Gilmar Silva Revece reclama da demora no atendimento da esposa Andreia Cristina Siqueira na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Cristina/Jaraguá no último domingo. Ele contou que o casal procurou a unidade médica porque Cristina estava com dor na perna esquerda devido à queimadura no escapamento da moto. “Além da queimadura, ela estava com muita dor e não estava conseguindo andar direito’, relatou Revece.

O casal chegou à unidade às 14h30 e, segundo o marido, a mulher só foi atendida às 18h. Ele contou que havia três médicos atendendo e, mesmo assim, a demora era muita. “Tinha uma criança ferida que estava aguardando há mais tempo que nós”, observou.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ontem que a paciente foi acolhida na UPA às 14h55, com classificação de risco verde, considerada de baixa prioridade. Segundo a Secretaria, Andreia estava com a queixa de queimadura ocorrida no dia anterior. Ela foi atendida por volta de 18h e medicada às 18h10, conforme a checagem da enfermagem. Foram cerca de três horas entre a triagem e o atendimento com a medicação.

A média de atendimento diário na unidade foi em torno 330 pessoas no mês de agosto e ontem foram recepcionados e atendidas 302 pacientes. A secretaria municipal informou que no domingo duas médicas estavam atendendo e havia um médico no setor de observação. “Quando chega procedimento de sutura e outros que exigem a presença de médico, atrasa um pouco o atendimento de porta”, informou a pasta acrescentando que, na pediatria não houve atraso na demanda e quando há ferido ou urgência, a criança não fica esperando em hipótese alguma.

Beto Silva