Casas de permanência iniciam a retomada de visitas de familiares

Alguns lares inovaram e criaram até a “cortina do abraço” (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Flexibilizar as visitas de familiares aos asilos ainda é um desafio. Há 5 meses em isolamento e do grupo de risco, moradores de casas de repouso da cidade tiveram contato com pessoas de fora apenas por telefone e videoconferência, e isso, em muitos casos, graças à solidariedade de funcionários, que os ensinaram a usar novas tecnologias.

Dos estabelecimentos locais que cuidam de idosos ouvidos pelo JP, apenas dois reativaram, gradativamente e de forma minuciosa, a visita de familiares aos moradores do recinto. Um deles é o Lar Betel, que como ressalta o presidente da instituição, Luis Adalberto dos Santos, estão autorizadas mediante “uma série de regras”. “É autorizada apenas a familiares, com agendamento prévio. Há uma sala reservada para visitação, com respeito ao distanciamento social e protocolos de higienização. E o acesso é até esta sala, eles não podem circular pelo interior do Lar”.

Para reativar as visitas de familiares, O Lar Melhor Idade inovou e criou a “cortina do abraço”, em que os idosos podem de fato abraçar seus entes queridos separados apenas por uma película plástica, “sem qualquer risco de contaminação, e seguindo todos os protocolos de forma rígida”, como ressaltou a casa em uma postagem em rede social.

Outra instituição que adotou a ‘cortina do abraço’ é o Gran Giardino Residencial Sênior, com 48 idosos. “É agendado, com distância de uma hora da outra visita, para a higienização”disse a enfermeira e sócia, Milena Pablo.

Já a Casa de Repouso Bonsai ainda mantém os 18 idosos sem visitas dos familiares, no entanto, como ressalta o diretor Ricardo Fujii, todos os residentes têm contato constante com as pessoas queridas fora do local via videoconferência. “Interrompemos as visitas em fevereiro e estamos tomando o máximo cuidado”, avalia.

O Lar dos Velhinhos também não abriu para visitas. A medida foi tomada em março e continua vigente, principalmente porque, como revela o administrador Sílvio Rodrigues Alves, houve um óbito na entidade na última terça-feira (1). “Ainda está em análise se é ou não covid-19”.

O Residencial Bem Viver não autorizou o retorno das visitas. A reportagem tentou contato com a direção, no entanto, não foi atendido até o fechamento desta matéria.

Erick Tedesco