Casos de dengue em Piracicaba mais que dobraram em 2021

Os casos de dengue em Piracicaba mais que dobraram no comparativo entre 2020 e este ano. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do município, de 1 janeiro até 21 de maio do ano passado foram registrados 1.211 casos da doença, ante os 3.907 ocorrências registradas de 1 de janeiro até ontem. Apesar de o número ser 222% a mais, a pasta não trabalha com a possibilidade de uma epidemia de dengue para este ano na cidade.

DENGUE POR REGIÃO
De acordo com as informações da Secretaria de Saúde de Piracicaba, a maioria dos casos de dengue confirmados neste ano ocorreram na região do Centro da cidade, onde foram diagnosticados 1.416 casos (36%). Em seguida, está a região Norte, com 860 pessoas infectadas pelo vírus da dengue (22%). A região Leste ficou em terceiro com 572 doentes (14,6%), a Sul teve 547 casos positivos (14%) e a zona Oeste, registrou neste não 347 infectados (8,9%).

Na região rural de Piracicaba foram registrados 164 casos positivos de dengue não representando 4% do total de casos comprovados neste ano. No início do não a região central da cidade já era motivo de preocupação do PMCA (Plano Municipal de Combate ao Aedes).

“Está sendo também a nossa maior dificuldade para a execução de ações de combate ao mosquito transmissor da doença, uma vez que o volume de imóveis à venda ou alugando na região central é elevado, sendo a maioria de difícil acesso para os agentes de zoonoses, por estarem desabitados, o que pode elevar o número de casos de dengue na região e, consequentemente, no município, uma vez que todos os piracicabanos circulam pelo centro e podem ser contaminados, levando a doença para os bairros”, afirmou o coordenador do programa, Sebastião Amaral de Campos, o Tom.

Para enfrentar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a prefeitura tem realizado arrastões aos sábados em diferentes bairros. Segundo o secretário de Saúde, Filemon Silvano, essas ações têm como objetivo eliminar os criadouros do vetor da doença. “É uma oportunidade para a retirada de criadouros de mosquitos da dengue e de outros animais nocivos à saúde pública”, explicou.


Beto Silva

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