Casos de dengue já são cinco vezes mais que o registrado em 2019

Prefeitura tem intensificado campanha para recolhimento de inservíveis. (Crédito: Amanda Vieira/JP)

Até o dia 7 de fevereiro, Piracicaba registrava 69 casos positivos de dengue. O número é cinco vezes mais do verificado, no mesmo período, no ano passado. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do município, neste mesmo período de 2019 eram apenas 13 ocorrências.


Diante do quadro, o coordenador do PMCA (Programa Municipal de Comabte ao Aedes), Sebastião Amaral Campos, o Tom, já admite a possibilidade de uma nova epidemia de dengue na cidade para este ano.
Segundo ele, “tudo vai depender das condições climáticas” para a epidemia. Piracicaba encerrou o ano com 4.090 casos positivos da doença transmitida pelo Aedes aegypti, mosquito que também é transmissor da zika e da chikungunya. No ano passado, três pessoas morreram de dengue no município.


Para enfrentar a proliferação do mosquito e reduzir as chances de uma epidemia, neste ano as ações de combate a dengue estão sendo realizadas diariamente pela prefeitura.


Segundo a Secretaria de Saúde, estão programados para este ano arrastões, visitas em domicílios e entrada forçada em imóveis fechados para retirada de criadouros.


“A intensificação do trabalho é para evitar uma epidemia de dengue no município, visto que o próprio Ministério da Saúde tem apontado regiões do país onde há risco do descontrole em número de casos. O que não queremos para Piracicaba. Mas para isso precisamos do apoio de todos”, afirmou Tom.


Durante as ações, agentes das Unidades Básicas de Saúde e supervisores do PMCA, ligado ao Centro de Controle de Zoonoses, visitarão residências e orientando a população.


No caso dos arrastões, os trabalhos têm início às 8h e prosseguem até às 13h. O coordenador explicou que o trabalho de orientação e combate se dá também em sintonia com a Vigilância Epidemiológica. “Sempre que temos notificações ou confirmações de casos de dengue, atuamos preventivamente para evitar novos casos”, explicou.


Segundo ele, a população precisa ter consciência do perigo de contrair as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes. Portanto, deve colaborar com os agentes de saúde durante a ação permitindo o acesso dos mesmos nas residências.


Em todo o ano de 2019, foram realizados 114 arrastões, sendo 40 em bairros, 47 ações com a participação dos agentes comunitários de saúde e 27 limpezas de terrenos.

Beto Silva

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