Casos de depressão pós-parto aumentam durante a pandemia

Uma em cada quatro gestantes estão passíveis de desenvolver depressão pós-parto no Brasil

A depressão pós parto é uma condição de tristeza, desespero e falta de esperança que pode ocorrer logo após o parto problema causado, normalmente, depois do nascimento do filho. Existem vários químicos do corpo como a mudança drástica de taxas hormonais, históricos anteriores de depressão e de familiares com depressão pós parto. Também existem fatores externos como o não planejamento da gestação, a falta de apoio familiar e de amigos além da insegurança do ambiente e no momento em que o mundo se encontra, esse último fator é o que mais vem causando problemas nas recém mães.
Em um cenário de crise sanitária, transtornos como a depressão pós-parto tendem a ser potencializados, conforme revela pesquisa do College London, da Inglaterra.

Segundo o estudo, publicado na revista científica ‘Frontiers in Psychology’, o número de mães com bebês de até seis meses de vida que sofrem de depressão pós-parto dobrou na Europa durante o primeiro semestre de 2020 em referência ao período pré-pandemia, saltando de 23% para 47,5%.

O trabalho, que ocorreu de forma remota, contou com a resposta de 162 mães. Além da aplicação de um questionário, os pesquisadores pediram para que as participantes fizessem uma lista com até 25 nomes com quem acreditavam que poderiam contar no pós-parto e como esse cuidado aconteceria no contexto de quarentena e isolamento social.

Como resultado, os pesquisadores descobriram que as entrevistadas que vivenciavam a primeira experiência de maternidade demonstraram o dobro de chances de desenvolver depressão pós-parto. As mães que contaram com mais apoio, por sua vez, manifestaram menos sintomas depressivos.
Se o cenário na Europa já se mostra preocupante, no Brasil onde a crise sanitária misturada com a crise hídrica e o aumento do preço de alimentos e combustível isso aumenta as tendências das mães desenvolverem este tipo de problema. Vale ainda ressaltar que em um pesquisa feita no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), um quarto das mães brasileiras, ou seja, 25% das puérperas tem depressão pós parto.

A pandemia ainda atrapalhou os serviços de saúde em darem apoio com essas mães, pois muitos dos sistemas de saúde tiveram que se consentrar no tratamento de pacientes com covid e paralisando outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Até então, grande parte das gestantes podiam contar com uma rede de apoio, que incluía avós, tias, amigas, colegas e vizinhas. Do início da pandemia para cá, porém, tudo se transformou”, observa Lara Janaína Theodoro, escritora de um portal especializado em maternidade, destaca que a crise sanitária trouxe à tona um momento delicado para grávidas e puérperas, especialmente para mães de primeira viagem.

INSÔNIA E A DEPRESSÃO

Os sintomas deste problema podem incluir insônia, perda ou excesso de apetite, angústia, pensamento de morte ou suicídio e falta de conexão com o bebê, entre outros.
A insônia é um dos principais sintomas quando se trata da depressão pós parto, contudo em uma reportagem recente da emissora rede Globo apontou que muitos dos casos diagnosticados como depressão na verdade são problemas de insônia causados pelo cuidado isolado do filho (sem um parceiro ajudando) e a inexperiência maternal. Por isso a mulher deve procurar um médico antes de começar qualquer tratamento.

Larissa Anunciato
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