Castração é método que previne superpopulação e abandono

Cães não precisam cruzar ou ter filhotes antes de ser castrados para sentir-se satisfeitos ou completos. (Foto: Divulgação)

Castração é uma cirurgia simples, de baixo risco, que pode ser feita em todos os tipos de mamíferos, tanto nos machos quanto nas fêmeas. É o mecanismo mais eficaz e humanitariamente correto que se conhece para impedir, por exemplo, que cães e gatos procriem descontroladamente e assim, evite abandonos e maus-tratos.

Existem muitos mitos sobre a castração de animais de estimação. Uma das crenças mais comuns, e falsa, é que fêmeas devem ter ao menos uma ninhada antes de serem castradas, para que sejam saudáveis e felizes. Já no caso dos machos, também inverídica, crê-se que a castração torna o animal triste e frustrado, pois não conseguiria mais cruzar.

De acordo com médicos veterinários, os cães não precisam cruzar ou ter filhotes antes de ser castrados para sentir-se satisfeitos ou completos. Em outras palavras, sua saúde física e mental não será comprometida se eles não tiverem contato sexual ou filhotes. Como apontam os especialistas, são apenas valores humanos.

A realidade é que os cães agem por instinto e estão mais sujeitos à frustração se não forem castrados. Esses possíveis “parceiros” são percebidos à distância pelos animais, mas não pelos humanos. Isso significa que o seu cachorro instintivamente vai querer cruzar, às vezes durante dias seguidos, sem nunca conseguir. Isso, sim, pode gerar frustração e representar um estresse constante na vida do seu cão ou gato.

A castração traz ainda uma série de benefícios para os animais de estimação e para a sociedade. Castrar o seu cachorro é um ato de responsabilidade, pois você está não apenas prevenindo possíveis doenças, como também contribuindo para reduzir a quantidade de ninhadas indesejadas. Esses filhotes frequentemente acabam abandonados ou em situação de maus- -tratos.

Em fêmeas, o procedimento diminui o risco de câncer de mama. E quanto mais cedo, melhor: 99% das cadelas castradas antes do primeiro cio não desenvolvem a doença. Já em gatas, a castração reduz as chances de câncer de mama entre 40% a 60%. Em machos, a castração reduz a frustração sexual e a necessidade de sair em busca de “namoradas”. Ao mesmo tempo, isso diminui o risco de fugas, atropelamentos e brigas com outros machos.

As fêmeas não ficam mais vulneráveis a infecções uterinas graves, uma vez que o seu aparelho reprodutor é removido durante o procedimento. Já em machos, reduz-se em grande escala os problemas de próstata e evita-se o câncer de testículo, que pode ser fatal.

As fêmeas não entram mais no cio, poupando os tutores de lidar com o sangramento e com possíveis cães de rua importunando no portão.

Erick Tedesco
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