CDL confirma crescimento de 9,9% nas vendas de Natal em Piracicaba

Natal animou os comerciantes para as vendas de inicio de ano em Piracicaba (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Piracicaba (CDL) divulgou pesquisa que confirma a expectativa de aumento das vendas de Natal. O crescimento foi de 9,9%, comparado a 2018, e é 0,3% maior do que era esperado pela associação. Foram ouvidos 159 lojistas, nos dias 26, 27, 28 e 30 de dezembro.

De acordo com o presidente da CDL, Reinaldo Pousa, essa porcentagem representa crescimento real na economia, que vinha se restabelecendo desde 2014. “Fomos recuperando o que se perdeu e uma parte desses 9,9% é aumento real. Tínhamos uma recuperação muito curta e esse ano a gente conseguiu vislumbrar um aumento real de venda”, avalia.

Entre os fatores apontados pela CDL para o aumento nas vendas estão “principalmente a confiança na economia, tanto pelos lojistas, que ampliaram seus estoques e os consumidores, que estão visualizando um ano com mais vagas de trabalho”. A liberação do PIS/Pasep, queda dos juros e a inflação estabilizada também “tiveram papéis relevantes nesse crescimento”.

Pousa evidencia ainda o cenário político do país. “A estabilização da crise política realmente é o ponto principal da economia e isso fez com que os lojistas confiassem mais, deixando suas empresas mais preparadas”, afirma.

Os segmentos que mais venderam nesse Natal, de acordo com a pesquisa, foram o de confecções (39%), calçados e artigos de couro (24%), smartphones (17%), eletrodomésticos (12%) e perfumes e livros (6%).

As áreas comerciais da cidade, consultadas pela CDL na enquete, foram o Centro, Vila Rezende, bairro Alto, Paulista, Vila Independência, Piracicamirim, Dois Córregos, Vila Sônia, São Dimas, Santa Terezinha e Pauliceia.

Para atender a demanda desse Natal, os lojistas realizaram a maior contratação de temporário dos últimos anos, conforme aponta a CDL. A pesquisa mostra também que as compras à vista aumentaram em 13%.

Vislumbrando 2020, Pousa lembra que janeiro é um mês visto com otimismo pelo comércio, pelas promoções. Enquanto isso, fevereiro e março, historicamente, apresentam queda nas vendas, que voltam a subir em maio. “A gente acredita muito que será o melhor Dia das Mães dos últimos anos, desde que não aconteça algum problema na economia”, comenta Pousa. Essa é a segunda melhor época de vendas, depois do Natal.

É um ano político, mas acredito que isso não afete o comércio (então) a gente consegue realmente enxergar um ano-bom, de resultados positivos”, finaliza.

Andressa Mota

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