CDL estima aumento de 5,4% nas vendas de Natal no comércio

O setor com a maior intenção de compras é o de confecções | Foto: Amanda Vieira/JP

O melhor período de vendas para o comércio é o fim do ano e, apesar da pandemia e consequente crise econômica, o setor tem expectativa de aumentar em 5,4% as vendas neste Natal em relação ao ano passado. O dado é da pesquisa da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Piracicaba, realizada nos dias 11, 12, 14 e 15 de dezembro, ouvindo 175 empresários e 210 consumidores dos corredores comerciais da cidade. A estimativa no faturamento, porém, é menor do que o aumento consolidado em 2019, comparando a 2018, que foi de 7,2% positivo.


De acordo com o presidente da CDL Piracicaba, Reinaldo Pousa, a expectativa da entidade era maior, porém a indefinição do horário especial de Natal na cidade prejudicou o comércio, “Isso trouxe muita demora para a população saber que horário que o comércio ia ficar trabalhando”, afirma.

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Além disso, Pousa enfatiza a questão da pandemia, que diminuiu o poder de compra de boa parcela da população e fez o cliente pensar duas vezes antes de efetuar a compra.


Entre os segmentos, o que tem maior intenção de compras é o de confecções (39%), seguido de calçados e artigos de couro (19%), perfume e cosméticos (14%), eletroeletrônico (11%), brinquedos (9%) e joias e similares (3%). Não sabiam o que vão comprar foram 5% dos entrevistados.


Pousa lembra que o setor de eletrodoméstico era o que despontava nas vendas de dezembro. Porém, com a adesão das lojas brasileiras às promoções da “black friday”, na última sexta-feira de novembro, os clientes passaram a antecipar as compras de fogões, geladeiras etc.


JANEIRO
A preocupação da CDL, segundo Pousa, é com a continuidade da pandemia, uma vez que nas últimas semanas houve aumento significativo de novos casos de covid-19. Atrelado a isso, a perspectiva do auxílio emergencial deixar de existir no fim de dezembro é outro fator que alarma o setor. “Nossa preocupação passa a ser o mês de janeiro, mas dezembro a gente acredita que vai acabar sendo um mês bom. Mas é bom o comerciante, empresário, guardar o dinheiro para janeiro exatamente por causa desses problemas”, ressalta Pousa.

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