Ceia de Natal dos Rodrigues com menos pessoas e mais cuidados

Por já terem sido surpreendidos com caso de covid-19 na família, os Rodrigues estão mais cautelosos. | Foto: Divulgação

A tradicional ceia de Natal será diferente para a família da educadora social Amanda Rodrigues. Acostumada a reunir tios, sobrinhos e amigos, o núcleo familiar formado pelo pai Benedito, a mãe Márcia, a irmã Aline e o cunhado Márcio vivenciará um 25 de dezembro que em nada lembrará os anos passados. Em tempos de pandemia, a realidade da família Rodrigues, no entanto, deve ser a mesma de muitos brasileiros – ou ao menos deveria ser – a contar pelas orientações das autoridades em saúde.

Amanda disse que a comemoração da família, que é católica e participante do coral da paróquia Sant’Ana, no Jardim Primavera, se resumirá à missa na noite de Natal e ao jantar na casa da irmã.

Os cuidados da família se explica – também – pelo susto depois que a mãe contraiu a covid-19. Márcia é diabética e precisou ser hospitalizada para cuidar da doença. “A minha mãe pegou a covid-19 e ficou muito ruim, tivemos muito medo”, conta a educadora social. Desde então, segundo Amanda, os cuidados foram redobrados.

Para orientar a população sobre os riscos de aglomerações nas festas de fim de ano, a Secretaria de Estado da Saúde listou uma série de dicas sobre as medidas de prevenção contra o novo coronavírus durante o período, quando comumente há confraternizações entre familiares, amigos e colegas de trabalho.

SEGURANÇA COLETIVA

As principais recomendações do Centro de Vigilância Sanitária Estadual visam reforçar as instruções para que essas comemorações ocorram de forma segura, de modo a minimizar a propagação do novo coronavírus e contribuir para a proteção individual e coletiva.

“É importante ressaltar que toda a população é parte importante para a solução e o controle da pandemia. Cerca de 60% das pessoas que transmitem o coronavírus são assintomáticas, por isso festas, encontros sociais e aglomerações devem ser evitadas neste momento”, afirma a diretora da Vigilância Sanitária, Cristina Megid. “Com a colaboração de todos é possível aproveitar as festas de forma segura. A ação consciente da população é parte vital na contenção da propagação do vírus”, complementa.

DISTANCIAMENTO

Devem ser seguidas as principais recomendações sanitárias já dadas no decorrer da pandemia: evitar aglomerações, manter as mãos higienizadas com água e sabão ou com uso de álcool em gel 70%, prezar pelo distanciamento social, ficando em casa se possível ou utilizando máscaras se a pessoa precisar se deslocar e ir a ambientes coletivos.

Para além disso, é desejável que os encontros tenham limitação de pessoas: “em geral, até dez pessoas e apenas entre os próprios residentes da casa, por exemplo, evitando o encontro presencial de parentes e amigos que morem em outras localidades, especialmente os que não estiverem em plena quarentena”, explica a diretora do CVS. Uma opção que cresceu durante a pandemia foi o encontro no ambiente virtual, por meio de mensagens, ligações e chamadas de vídeo. “Quanto mais pessoas estiverem na festa, maior o risco de transmissão da covid-19”, acrescenta.

Beto Silva
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