Celebrações de casamento têm queda de 76% durante a pandemia

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O sim, do casal Marcelo e Lívia, ficou para abril de 2021 (Foto: Amanda Vieira/JP)

O impacto da pandemia do novo coronavírus obrigou casais de noivos de Piracicaba a antecipar o juramento de ‘unidos na saúde e na doença’ e adiar a hora de dizer o ‘sim’. Por causa da doença, que até a última sexta-feira fez 150 vítimas fatais e deixou 5.408 infectados na cidade, muitos casamentos foram adiados para 2021.

De acordo com a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais, o número de casamentos realizados em Piracicaba no segundo trimestre deste ano, quando teve início a pandemia, despencou 76% com relação ao mesmo período do ano passado. No semestre, o percentual de queda é de 40% no comparativo dos dois anos.

No último ano, o publicitário Marcelo Pompeo e a despachante aduaneiro Lívia Almeida planejaram cada detalhe do casamento que deveria acontecer em setembro.

Com a pandemia, o sonho foi adiado para abril de 2021. Eles contam que serviços como salão de festas, buffet, decoração, som e iluminação estavam contratados e foi preciso enfrentar o desgaste das negociações com os fornecedores.

Segundo Lívia, apenas a empresa contratada para a decoração apresentou problemas no momento da suspensão do contrato.

“A princípio foi tranquilo adiar os contratos, exceito com a floricultura, a empresa alegou e até recorreu à Justiça alegando que os proidutis eram perecíveis e por isso acrescentaram 10% em cima do valor do contrato, ficamos chateados porque os outros fornecedores entenderam que não era culpa de ninguém, todo mundo está sofrendo comisso”, afirmou.

Outro problema enfrentado pelo casal foi o fato de os amigos que residem na Itália terem comprado as passagens para participar das festividades do casamento.

“A situação da Itália a gente vê que melhorou, mas o Brasil é o novo epicentro da pandemia, e quando pensamos em adiar o casamento a primeira coisa foi falar com os amigos da Itália porque eles tinham comprado passagens e se programado, nos sentimos no dever de falar com eles para ver como faríamos”, contou a noiva.

Pompeo admitiu que o casal ficou bem abalado com o adiamento. “A ficha já estava caindo que a data estava chegando e, agora, nossa ficha está caindo que não vai ser mais 18 de setembro e sim 16 de abril de 2021. É bem difícil, mas o que a gente espera mesmo é que tudo fique bem, para gente poder comemorar”, afirmou.

PREJUÍZOS
Não são apenas os sonhos que adiados com a panhdemia de coronavírus. Profissionais e empresas que atuam no mercado de festas, contabuilizam presjuízos.

O cerimonialista Fábio Pimpinato disse que entre casamentos e festas de 15 anos, contabilizou 56 eventos adiados para o próximo ano.

O problema, segundo ele, é o preenchimento de 95% de sua agenda com contratos feitos em 2018 e 2019, já pagos, e o pouco espaço para novos eventos, o que pode ser visto como um prejuízo. “Só vou poder me estabilizar a partir de 2022 e 2023, com novos contratos”, afirmou.

Beto Silva

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