Conjuntura econômica do país deve trazer indicadores positivos para o ramo imobiliário na cidade de Piracicaba. (Crédito: Claudinho Coradini/JP)

Os números do mercado imobiliário atual no país revelam que 2019 foi um ano de negócios positivos para o setor. E a tendência para 2020 é ser ainda mais promissor, conforme indicadores econômicos, considerando o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) e a baixa da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação de Custódia).

Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o setor da construção civil deve crescer 3% em 2020, o que representa potencial de criação de 150 mil postos de trabalho formais até o final do ano. As construtoras estão preparadas para entregar um milhão de novas moradias nestes 12 meses, em contraposição às 580 mil unidades entregues no ano passado.

Piracicaba acompanha essa retomada de crescimento. Exemplo do quanto o movimento do setor imobiliário no município está acelerado é a chegada de duas novas construtoras à cidade com exclusividade de serviços pela Frias Neto Consultoria de Imóveis. “São construtoras de perfis diferenciados e com forte atuação em suas regiões de origem. Elas estão em amplo crescimento e têm como premissa oferecer as melhores experiências em moradias. Uma ótima notícia para Piracicaba”, afirma o empresário Angelo Frias Neto se referindo à Perplan, com sede em Ribeirão Preto e à Franzolin Engenharia, sediada em Bauru.

Angelo Frias Neto é empresário do setor de imóveis em Piracicaba (Crédito: Divulgação)

Ainda, segundo Frias Neto, com a recuperação econômica em retomada, os preços de propriedades imobiliárias permanecem convidativos. A taxa Selic, que define o piso dos juros no país e cuja diminuição tem impacto direto na oferta de crédito imobiliário, está em queda desde 2016 e neste ano atingiu o menor patamar da história. Junto a outras instituições bancárias, a Caixa Econômica Federal reduziu a taxa máxima de juros do o crédito imobiliário para 8,5% ao ano em imóveis residenciais enquadrados nos sistemas Financeiro de Habitação (SFH) e Financeiro Imobiliário (SFI), isso com taxa de juros mínima de até 6,5% ao ano para clientes especiais. Há, ainda, as opções de uso de tabela SAC ou Price para amortização, correção pela TR ou IPCA ou prestação de valor fixo, a partir de março.

Angelo Frias cita também dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), os quais indicam que entre dezembro de 2018 e novembro de 2019 houve aumento de 38,3% no volume de empréstimos em comparação com o mesmo período anterior. O valor passou de R$ 55,2 bilhões para R$ 76,09 bilhões.

Já a CBIC ressalta outro fator de expansão para o setor – a baixa de 8,7% no estoque (apartamentos recém-construídos, em obras e na planta) devido à maior demanda que oferta de empreendimentos, o que significa que em 2019 mais imóveis foram comprados que lançados. De acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), a demanda habitacional no Brasil é de 14 milhões de moradias até 2025. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado recentemente, pelo Banco Central (BC), a expectativa de crescimento da economia em 2020 seguiu em 2,30%.

Da Redação

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