Centenas de profissões devem desaparecer em até uma década

Foto: Pexels

Estudo da Universidade de Oxford mostrou que em 10 anos, 700 ocupações podem ser extintas

A vida mudou drasticamente nos últimos anos, como por exemplo, os costumes, roupas, estilos de vida e alimentação. Interligado com essas mudanças novas empregados são gerados, da mesma forma que os antigos trabalhos estão se tornando obsoletos e gradativamente, sumindo.

Além das questões culturais o desenvolvimento tecnológico também fez com que antigas profissões feitas manualmente se tornassem menos rentáveis para os empregadores. Um estudo de Oxford afirma que cerca de 700 ocupações correm o risco de ser extintas na próxima década devido ao uso da tecnologia. Segundo Luiz Antônio Joia, Doutor em Ciências e Engenharia de Produção e docente da FGV (Fundação Getulio Vargas), isto sempre existiu, datilógrafos, perfuradores de cartões, inúmeras profissões do passado foram extintas e novas surgiram. Um exemplo muito comum em que aprendemos na escola são sobre a mudança de trabalhos artesanais para a padronização de produtos feitos em menos tempo e com menos mão de obra iniciado em larga escala no século 18 na Inglaterra.

A diferença nos dias de hoje está na aceleração. “Uma das funções mais importantes do século 21 é criar significado. Estamos sentados em montanhas de dados e não sabemos o que fazer com isso. Precisamos refinar esses dados, gerar informação, produzir conhecimento, extrair significado e agir. Um analista de informação, minerador de dados, certamente é uma pessoa que o futuro necessita”.

Com a pandemia do novo coronavírus essa transição ou necessidade de trabalho humano para máquina, se tornou mais visível quando milhares de pessoas perderam o emprego. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou em 31 de agosto uma pesquisa demonstrando que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1%, no 2º trimestre de 2021, atingindo 14,4 milhões de brasileiros. A pesquisa mostra uma pequena queda de 0,6% em relação ao 1º trimestre, este índice é alarmante. Em um levantamento feito pelo Austin Rating a partir das novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deve ficar na 14ª posição dos países com a maior taxa de desemprego do mundo. As empresas estão cada vez mais dependentes da automação proporcionada por ferramentas tecnológicas. Uma pesquisa realizada pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) revelou que o mercado de TI (Tecnologia da Informação) deve criar 420 mil novas vagas até 2024.

Luiz Antonio também comentou o lado positivo que a tecnologia pode oferecer: “não usamos a tecnologia para tomar decisões importantes e nos surpreendemos quando ela falha. A tecnologia, pelo lado positivo, retira dos seres humanos tarefas desagradáveis de serem feitas, que não agregam em nada. O lado negativo é que a tecnologia não nos ajuda a tomar decisões”.

Larissa Anunciato
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