Centro Cultural Martha Watts divulga artes criadas na pandemia

Proposta é divulgar as diversas expressões artísticas (Foto: Amanda Vieira/JP)

O Centro Cultural Martha Watts é um dos principais espaços para as artes piracicabanas. O prédio histórico funciona como espaço de memória e constantemente recebe recitais, palestras e exposições. No entanto, com a pandemia da covid-19, o Centro Cultural está de portas fechadas e, enquanto não reabre, se movimenta na internet para manter a divulgação artística. Hoje, pelo Facebook e Instagram, iniciam a campanha InspirArte.

A coordenadora do centro, Joceli Cerqueira Lazier, explica o que é o InspirArte. “A arte é o que melhor consola o viver e, nesse entendimento, o Centro Cultural Martha Watts inicia a campanha que tem como proposta a divulgação de trabalhos, em diversas expressões e manifestações artísticas, produzidas (ou em produção) durante o isolamento social”.




Nas redes sociais, cada dia será postado uma obra de arte, uma música, uma fotografia ou qualquer outra expressão. Quem quiser participar, basta enviar o seu trabalho com uma breve descrição para o e-mail [email protected] Joceli aponta outras normas para participar: No máximo duas fotos do artista com sua obra ou uma foto da obra e uma do artista. Vídeos de até 50 segundos também serão aceitos”. Outro ponto importante: a produção só será aceita se realizada mesmo durante a quarentena.

Todo o conteúdo enviado será analisado e, na sequência, se aprovado, será publicado dentro do InspirArte. O projeto começa com um acervo de 14 trabalhos previamente enviados. “No início, pensamos em fazer as postagens de artistas que acompanhamos e que sabíamos que já desenvolvem trabalhos durante a pandemia. Mas pensamos melhor e resolvemos abrir para qualquer artista, de qualquer arte”.

Segundo Joceli, ao menos 15 outros artistas locais já avisaram que enviarão material ao projeto. O InsiparArte, desta forma, começa com divulgação de música, artes plásticas e fotografia. “Vamos postar, a técnica, quando for o caso e, se necessário, podemos trazer mais informações sobre a obra enviada”, ela conta.

A coordenadora do Martha Watts acredita que este é o mínimo que o espaço cultural pode fazer neste momento tão peculiar, de tanto impacto na cultura. “A arte é essencial para a vida. Sem arte, o mundo vida mais difícil, ela torna a vida mais leve. Por isso entendemos que a arte é mais do que um meio de subsistência para o artista, ela é essencial para todos: para quem produzir, quem escuta, quem vê, que participa, e deve ser valorizada”.

Quanto à reabertura do centro, Joceli aponta para a incerteza do momento e que, até segunda ordem, permanece fechado. “Temos que esperar as orientações governamentais e institucionais (o espaço é ligado à Unimep), mas por enquanto, até o dia 31 de maio, ficamos fechados”. No entendimento da coordenadora, mesmo que as cidades comecem a reabertura a partir de 1º de junho, o setor cultural terá de esperar mais dias.

Erick Tedesco