Centro de Referência oferece orientação sociojurídica às mulheres vítimas de violência

Equipe tem assistente social, psicóloga e advogada | Foto: Divulgação

Do apego emocional à dependência financeira, diversos aspectos estão envolvidos na dificuldade que muitos mulheres enfrentam para denunciar a violência que sofrem. Por isso é essencial que elas recebam apoio de profissionais capacitados e com abordagem humanizada. Esse é o objetivo do Cram (Centro de Referência e Atendimento à Mulher), que fica na rua Cel. João Mendes Pereira de Almeida, 230, Nova América, com telefone para contato (19) 3374-7499.


Lá, todas as pessoas que se identificam com o gênero feminino contam com atendimento psicossocial individual e grupal e orientação sociojurídica com equipe composta por assistente social, psicóloga e advogada.


Segundo a coordenadora do Cram, Vanessa Rossato, o primeiro atendimento quando uma mulher vítima de violência em decorrência do gênero procura o Centro é a escuta qualificada. A partir disso, a equipe e a mulher refletem sobre o processo social de violência pelo qual ela passa, além de fazerem uma avaliação de risco, plano de segurança e plano de acompanhamento.

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“Todos os encaminhamentos realizados, inclusive para a Delegacia de Defesa da Mulher, são pautados na autodeterminação da mulher, ou seja, a escolha e a decisão é sempre dela. O importante é que todas as mulheres recebam as orientações necessárias para buscar seus direitos, em seu tempo”, afirma Vanessa.


Neste mês o Cram iniciou campanha de orientação sobre os tipos de violência contra a mulher por meio de vídeos compartilhados nas redes sociais. O material é publicado nas mídias da Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) e Crami (Centro Regional de Registo e Atenção aos Maus Tratos na Infância), parceiros na execução do serviço. “É de extrema importância que a população conheça o serviço e que as mulheres que estão em situação de violência doméstica pautada nas relações de gênero, saibam que não estão sozinhas e que existe um serviço que oferta o apoio e o acesso aos seus direitos”, enfatiza Vanessa.


A violência contra a mulher transpassa diversos níveis. São elas a psicológica, moral, patrimonial, física e sexual.

Andressa Mota

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